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BETERRABA
A beterraba (género Beta) é uma planta herbácea da família das Quenopodiáceas. O nome é derivado do substantivo francês betterave (sendo bette a acelga, e rave nabo). A raiz tuberculizada, serve para além do fins culinários, para produção de açúcar (sacarose). Também existe uma variante cultivada para alimentação animal.
A beterraba é rica em açúcares. Destaca-se como uma das hortaliças mais ricas em ferro, tanto na raiz quanto nas folhas. Quando em condição natural, a beterraba se conserva por até uma semana, se mantida em local fresco e sombreado. Em geladeira, pode ser mantida por até 15 dias, embalada em saco de plástico perfurado. Quando guardadas já descascadas, raladas ou picadas, sua durabilidade será reduzida a três ou quatro dias devendo obrigatoriamente serem conservadas em geladeira, dentro de saco ou vasilha de plástico.
CENOURA
Uma cenoura é uma raiz, tipicamente cor de laranja com uma textura lenhosa. As cenouras são comidas cruas, inteiras, ou como parte de saladas, e são também cozinhadas em sopas e refogados. Também se pode fazer bolo de cenoura. A parte folhosa da planta não é comida na maioria das culturas, mas é comestível.
A cenoura (Daucus carota) pertence à família das Apiaceae. O antepassado selvagem da cenoura é a cenoura silvestre. Pensa-se que o beta-caroteno, ou vitamina A, que dá ao vegetal a sua cor alaranjada característica, melhora o desempenho dos receptores da retina e portanto melhora a visão, a pele e as mucosas. Apenas 100 gramas são suficientes para suprir as necessidades diárias de um ser humano. As cenouras são também ricas em fibra dietética, antioxidantes e minerais. As cenouras, originalmente, apareciam com cores púrpura, branca e amarela. A cenoura laranja, que é hoje sinónima de cenoura, foi desenvolvida na Holanda como tributo a Guilherme I de Orange ("orange" = "laranja") durante a luta holandesa de independência da Espanha, no século XVI.
GENGIBRE
O gengibre é uma planta asiática, originária da ilha de Java, da Índia e da China, de onde se difundiu pelas regiões tropicais do mundo. O gengibre (Zingiber officinale) é uma planta herbácea da família das Zingiberaceae. Originário da Ásia é conhecido na Europa desde tempos muito remotos, para onde foi levado por meio das Cruzadas. No Brasil, o gengibre chegou menos de um século após o descobrimento. Naturalistas que visitavam o país (colônia, naquela época) achavam que se tratava de uma planta nativa, pois era comum encontrá-la em estado silvestre. Os indígenas chamavam-na de mangaratiá ou magarataia.
Hoje, o gengibre é cultivado principalmente na faixa litorânea do Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná e no sul de São Paulo, em razão das condições de clima e de solo mais adequadas. Trata-se de uma planta perene da Família das Zingiberáceas, que pode atingir mais de 1 m de altura. As folhas verde-escuras nascem a partir de um caule duro, grosso e subterrâneo (rizoma). As flores são tubulares, amarelo-claro e surgem em espigas eretas.
MANDIOCA
Mandioca, de nome científico Manihot esculenta, é um arbusto originário dos Andes peruanos. Possui muitos sinónimos, usados em diferentes regiões, tais como aipi, aipim, aimpim, candinga, castelinha, macamba, macaxeira, macaxera, mandioca-brava, mandioca-doce, mandioca-mansa, maniva, maniveira, moogo, mucamba, pão-da-américa, pão-de-pobre, pau-de-farinha, pau-farinha, tapioca, uaipi, xagala. Foi cultivada por várias nações indígenas da América Latina que consumiam suas raízes, tendo sido exportada para outros pontos do planeta, principalmente para a África, onde constitui em muitos casos a base da dieta alimentar. No Brasil o hábito de cultivo e consumo continua, com a raiz.
A origem do nome mandioca (manioca) seria de uma lenda Tupinambá sobre a deusa Mani, de pele branca, que encontrou sua morada (oca) na raiz desta planta.
Existem diversas espécies da planta, que se dividem em mandioca-doce e mandioca-brava (ou mandioca-amarga), de acordo com a presença de ácido cianídrico (que é venenoso se não for destruído pelo calor do cozimento ou do sol). Algumas regiões usam o nome aipim ou macaxeira para designar a mandioca-doce.
No Brasil a raiz da mandioca é consumida na forma de farinhas, da qual se faz a farinha de mandioca e tapioca ou, em pedaços cozidos ou fritos. Está presente também no preparo de receitas típicas da Amazônia como o tacacá, a maniçoba e o molho tucupí. Dela também se faz bebidas destiladas como o cauim (indígena) e a tiquira (cachaça comum no Estado do Maranhão). Dela também se faz outra farinha o polvilho (fécula de mandioca), doce ou azedo, que serve para a preparação de diversas comidas típicas como, o pão de queijo. Apesar de freqüente em países da África e da Ásia, para onde foram levadas pelos colonizadores ibéricos, o hábito de utilizar as folhas da planta para alimentação, no Brasil, só ocorre na região Norte.
Na África é comum consumir-se, além da raiz, também as folhas jovens em forma de esparregado. Em Moçambique, estas são piladas (moídas no pilão), juntamente com alho e a própria farinha seca da raiz e depois cozinhada normalmente com um marisco (caranguejo ou camarão); esta comida se chama "matapa" e é uma das mais populares da culinária moçambicana. Em Angola este esparregado é conhecido como "kissaca". A farinha de mandioca comumente é preparada a partir da mandioca-brava.
NABO
Nabo (Brassica rapa L.) é uma planta crucífera com um tubérculo comestível, é a raíz da nabiça. É uma planta rica em Cálcio, e possui poucas calorias. À planta em flor comercializada é dado o nome de grelo e sem flor de nabiça. Utilizado como guarnição ou própria "matéria-prima" para alguns pratos, principalmente os orientais, nada mais é do que o conhecido NABO.
O Nabo é uma planta de horta, de raiz comestível.Pertencente à família da mostarda e do repolho. A parte superior da raiz se alarga bastante para formar a parte que se come. As folhas também são comestíveis e há lugares onde são usadas em salada. É largamente cultivado no norte da Europa, E.U.A. e Canadá. No Brasil, embora cultivado e consumido, não é dos legumes mais comuns. Não se sabe quando se começou a consumir nabos. Alimento comum entre os gregos e os romanos, o nabo há muito se tornou uma comida popular na Europa setentrional.
Os nabos são de fácil cultivo. São ideais para hortas domésticas, e as sementes podem ser plantadas em carreiras diretamente no solo. Os horticultores costumam desbastar as plantas, de forma a deixar um espaçamento de 5cm entre as mudinhas. A safra atinge o ponto de colheita em dois meses. A colheita pode ser estocada a temperaturas frescas.
Com freqüência os nabos são atacados por pulgões, que podem ser controlados pulverizando-se as plantas com sulfato de nicotina. As folhas do nabo constituem um excelente alimento. Apresentam um alto teor de vitaminas A, do complexo B e C. São saborosas, e suas fibras contribuem para regularizar o funcionamento intestinal.
RABANETE
Rabanete (Raphanus sativus L.) é uma planta da família das Crucíferas, originária da região Mediterrânea. A sua raiz apresenta-se como um bulbo comestível de cor vermelha e sabor picante. Devendo ser consumido cru, em saladas, o rabanete tem a capacidade de limpar os dentes e desenvolver os músculos mastigadores das crianças. Ele também é um bom expectorante natural e estimulante da digestão.
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