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Todos nós conhecemos ou pelo menos já ouvimos falar de alguma receita de remédio caseiro ou fórmula milagrosa de cura feita de alho. O alho é atribuído à cura de, por exemplo, gripe, doenças do coração, vermes... Além de muitas outras atribuições lendárias.
Quanto as suas outras atribuições, nada ainda foi cientificamente comprovado. Entretanto, o que a ciência comprovou é que a alicina, substância presente na planta, é eficaz na morte de bactérias causadoras de infecções e furunculoses. Também é eficaz como antiviral, combatendo o vírus da gripe, por exemplo.
Outras substâncias que existem no alho também trazem alguns benefícios, como o alil que deixa o sangue mais fluido, a adrenosina e o trissulfeto de metil-alila que evitam os coágulos que interropem o fluxo sanguíneo e deixam as veias inchadas, neste caso, o alho é muito bom para quem sofre de varizes.
Os povos antigos parecem que também conheciam muito bem os poderes do alho. Por exemplo, há uns 4.500 anos atrás, acreditava-se que o alho na alimentação aumentava o rendimento físico e a imunidade contra epidemias da época como tifo, varíola e cólera. Por esses motivos, no Egito Antigo quando as pirâmides Queóps estavam sendo construídas, os escravos foram alimentados com alho. A prova disto foi encontrada nas inscrições das pirâmides, que arqueólogos acreditam se referir aos poderes do alho.
Os babilônios também empregavam o alho na alimentação, no tratamento de doenças respiratórias e problemas de pele. E até durante a I Guerra Mundial o alho foi muito usado para combater infecções e tratar doenças do trato respiratório, como a tuberculose, principalmente pelos ingleses. O alho, como tudo na vida, só fará mal se consumido em excesso, então, o melhor é tirar o máximo de proveito de suas atribuições benéficas sem exagerar na dose.
Lendas e Mitos:
Uma antiga lenda islâmica afirma que quando o diabo foi expulso do paraíso, brotou uma planta de alho no chão pisado pelo seu pé esquerdo e que uma cebola nasceu da marca de seu pé direito.
Nos mitos egípcios, o alho era uma das plantas mágicas, com poderes sobrenaturais. Na Odisséia, poema épico do grego Homero, Ulisses usa o alho para fazer Circe se apaixonar por ele e, assim, consegue se livrar da perigosa feiticeira.
Em contos de horror, acredita-se que o alho tem poder para espantar vampiros e proteger suas vítimas deste mal.
Uma crença popular inclui o alho como fonte de atrair fortuna e espantar maus fluídos. Diz-se ser bom ter em casa um saquinho ou arranjo feito com cabeças de alho.
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