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O Uso da Água e do Solo

Nem toda a superfície do globo pode ser usada para fins agrícolas, ou seja, nem todos os solos são bons para o cultivo agrícola. Muitos solos não são propícios para o cultivo, principalmente em regiões frias como o Ártico, a Antártida e as montanhas. Outras terras são muito desérticas, altas demais ou pobres em nutrientes. As áreas não cultiváveis representam mais de 60% do continente terrestre.

 

A erosão do solo é o fator mais sério de degradação, além de ser um problema mais sério na agricultura. Em média, 30% da área agrícola já foi degradado em razão deste problema, que é tão grave em algumas regiões, que 2 milhões de hectares por ano deixam de ser produtivos. No Brasil, esse é o fato que mais atinge as ricas terras agriculturáveis dos estados do Sul.

 

A agricultura em áreas da Mata Atlântica também apresenta problemas de erosão, além de abusos de agrotóxicos, queimadas, poluição e desmatamento. A conseqüência mais visível é o surgimento de buracos em regiões de solo frágil. Pesquisadores apontam como principais soluções para este problema, a adubação, o plantio direto e o controle biológico, além, da manutenção da biodiversidade.

 

Além disso, cerca de 40% da produção agrícola é perdida por causa de doenças, pragas e ervas daninhas. As pragas são as que mais causam danos, pois seu combate pode ser contraproducente. A utilização de uma imensa variedade de agrotóxicos afeta mais as espécies de insetos e aves que as próprias pragas. Os agrotóxicos também podem ter efeitos muito graves na saúde dos agricultores encarregados de aplicá-los.

 

Há também o problema de desertificação, cerca de 180 mil Km2 de terras brasileiras – a maior parte delas na região Nordeste – estão em processo de desertificação só visto antes no continente africano. O desmatamento desenfreado e as práticas erradas de uso do solo fazem com que a cada minuto, uma média de 12 hectares de terra se transforme em deserto no mundo.

 

Os Tipos de solos

Solo Argiloso: é um solo cujo maior constituinte é a argila. A terra, ao ser apertada nas mãos, forma um aglomerado elástico que mesmo jogado no chão não se desfaz.
Solo Arenoso: predomina a areia em sua constituição e quando amassado com a mão não se aglomera.
Solo Rico em Matéria Orgânica: como o nome diz, apresenta alto teor de matéria orgânica. É escuro, esponjoso e cheio de restos vegetais.

 

O uso da água

O homem pode passar 28 dias sem comer, mas só 3 sem beber água.
Apenas 6% da água do planeta é usada pela população; os outros 73% são destinados à irrigação. A proporção da água no corpo humano é a mesma que no planeta Terra: 71%

 

Para cada copo de água ingerido, são necessários outros dois para lavá-lo. Uma pessoa consome por dia 250 litros de água com higiene pessoal, comida, lavagem da casa, rega de plantas e água para beber.

A máquina de lavar louça gasta menos água do que a torneira; um modelo pequeno e compacto consome 28 litros. Em somente dois minutos de torneira aberta, são gastos 26 litros. A máquina de lavar roupa de abertura superior gasta 175 litros em um ciclo completo de lavagem, enquanto a de abertura frontal consome 89,5 litros - uma economia de 48,9%. Cerca de 30% da água tratada no Brasil é desperdiçada em vazamentos.

Pesquisas feitas pelos departamentos que cuidam de saneamento e ambiente afirmam que o desmatamento nas margens dos rios também afeta o abastecimento de água, como por exemplo, no Estado de São Paulo. Os estudos dizem que quanto menos mata ciliar os rios, menor será a vazão e a qualidade da água do rio.

 

O Consórcio dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí estimou que a necessidade de replantar 200 milhões de árvores nas margens dos rios que abastecem Campinas, Piracicaba e outras 60 cidades já existem. A conclusão do projeto é que o reflorestamento é a saída mais simples e barata para melhorar a qualidade da água na região, uma das mais críticas do Estado.

 

Para efeito de comparação, o plantio desses 200 milhões de árvores resolveria apenas o problema da região, que ocupa 6% do território paulista. Não existe estudo que demonstre quanto deve ser reflorestado para recuperar todos os rios paulistas ou de outras regiões. Desde o ano passado, foram plantadas 100 mil mudas de ingás, ipês e eritrinas e outras 50 espécies na beira do rio Corumbataí, o afluente responsável pelo abastecimento de Piracicaba. A meta é plantar 20 milhões de mudas de árvores em 20 anos.

 

"As pessoas aprendem na escola que as árvores funcionam como uma esponja para proteger os rios. O problema é que São Paulo desmatou 92% da sua mata atlântica, provocou milhares de quilômetros de erosão e criou um desastre ambiental para os rios", explica Mário Mantovani, diretor da ONG ambiental Fundação SOS Mata Atlântica.

 

Apenas a conscientização pode evitar que a humanidade viva um futuro sem água - e sofra as sérias conseqüências disso. A Organização Mundial de Meteorologia prevê que, no ano de 2025, duas de cada três pessoas viverão situações de carência de água, caso não haja mudanças no padrão atual de consumo do produto.





(Fontes: Informativo Embrapa Meio Ambiente, Universidade da Água e Sabesp, sac@cnpma.embrapa.br, Folha de S. Paulo – 22/07/2001)

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