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Trepadeiras de Raízes Adventícias

Estas plantas trepadeiras caracterizam-se por se fixarem por meio de suas raízes adventícias que são todas aquelas que, de forma secundária, independentes da raiz primária, nascem nos caules ou nas folhas de qualquer vegetal.

 

Vanilla ou Baunilha - pertencente à família das Orquidáceas, é uma planta trepadeira, classificada em um gênero que congrega cerca de 50 espécies, todas de zonas tropicais. Existem muitas espécies, principalmente as procedentes da América e da Ilha de Madagascar. A baunilha somente é cultivada pelo valor comercial de seus frutos, pois suas flores não são muito atrativas, comparando-se com a beleza das outras orquídeas. Suas flores, de cerca de 15 centímetros de diâmetro, são, na maioria, de coloração amarelo-canário, com labelo de cor mais carregada. Planta trepadeira, com hastes florais cilíndricas, de 2 centímetros de espessura e coloração verde, emite raízes adventícias de variável comprimento. Suas raízes descem até o solo à procura de alimento. Seus órgãos de fixação são cauliares, que aderem aos troncos e galhos das árvores, mantendo a planta segura. Depois de 30 dias, as favas parecem estar quase murchas, mas isso somente se dá após 6 ou 7 meses, quando chega a sua inteira maturação. Quando maduras, é providenciada a colheita dos frutos. Eles chegam a ter de 20 a25 centímetros de comprimento e 3 centímetros de grossura.

Vanilla planifolia - espécie mais cultivada no México e América Central. Desde o

Vanilla pompona – desde o México até as Guianas e Trinidad e Tobago com frutos menores, mais grossos e carnudos. São pesados e com maior dificuldade na sua secagem. É também consumida fresca, em pequenos pacotes - conhecidos popularmente como baunilhão.

Vanilla gardneri - que se assemelha à Vanilla pompona, vegeta no Brasil, desde a Baía de Santa Catarina.

Vanilla aphila - sem folhas e de frutos sem aroma. Também na África ela era cultivada, e a mais conhecida é a baunilha bastarda, com vagens curtas e delgadas e pouco aromáticas.

 

Unha-de-gato (Ficus pumila): talvez seja a mais famosa da categoria. Pode resultar no fechamento total da superfície do muro. Os especialistas não recomendam o seu uso em paredes, apenas em muros, pois ela retém muita umidade. Originária da China e Japão necessita de sol pleno ou meia-sombra com algumas horas de sol por dia para se desenvolver bem. Reproduz-se por meio de estacas das pontas dos ramos. O espaçamento ideal para o plantio é de 50 cm entre as plantas, bem rente ao muro.

 

Singônio (Singonium podophyllum): O singônio é uma planta de folhagem muito decorativa. As folhas se alteram de acordo com a maturação da planta. Plantas jovens apresentam folhas simples, claras, com nervuras brancas e nas plantas adultas as folhas são subdividas e completamente verdes. Quando amadurecida produz flores de espata rosada e espádice de coloração creme de importância ornamental secundária. É produzida em larga escala como planta envasada, para decoração de interiores, pela sua adaptação à meia-sombra. No entanto podemos plantá-la no jardim, em jardineiras e canteiros sempre semi-sombreados. Se tutorada adequadamente torna-se uma bela trepadeira. Deve ser cultivada em substrato rico em matéria orgânica. Aprecia a umidade e regas regulares. Não é tolerante ao frio. Multiplica-se por estacas durante o ano todo, fixa-se muito bem sobre o chapisco grosso. Originária da América Central, esta trepadeira se dá muito bem à meia-sombra, e o espaçamento ideal para o plantio é de 30 cm entre as plantas.

 

Jibóia (Sindapsus aureus): Trepadeira de folhas variegadas de amarelo ou branco, brilhantes e muito ornamentais. É uma das poucas trepadeiras para utilização à meia-sombra. É uma planta bastante vistosa que tem a habilidade de se apoiar em diversos substratos. Muito comercializada em vasos sobre blocos de substrato, esta planta pode ser uma boa pedida para decorar interiores. Para ter uma folhagem sempre bonita e crescimento rápido, deve ser plantada em substrato rico em matéria orgânica e receber regas periódicas. Pode ser cultivada a pleno sol, mas deve-se cuidar ao apoiá-la sobre árvores, pois com o crescimento corre o risco de sufocar a planta suporte. É a trepadeira ideal para regiões quentes e litorâneas. Muito ornamental, combina com muros de pedras e até concreto. Originária da Malásia. Reproduz-se por meio de estacas e o espaçamento ideal para o plantio é de 30 cm entre as plantas.

 

Heras (Hedera helix e Hedera canariensis): é uma planta trepadeira do género Hedera, família Araliaceae. É natural da Europa Central e Ocidental. É extremamente semelhante à espécie existente em Portugal e na Irlanda, a Hedera hibernica. São indicadas para regiões de clima ameno e frio, desenvolvem-se bem em muros rústicos, como os de chapisco. Além de ser trepadeira, esta hera serve como excelente forração substituindo gramados, principalmente sob a copa das árvores onde dificilmente as gramas se desenvolvem. Em floreiras, combinada com gerânios e outras flores tem um efeito bastante interessante. Originárias da África podem ser cultivadas sob sol pleno, mas vão melhor à meia-sombra, sendo pouco exigente quanto ao substrato. Tolerante ao frio.  Sua reprodução se dá por meio de estacas e o espaçamento ideal para o plantio é de 30 cm entre as plantas, rente ao muro.

 

Costela-de-adão, Monstera (Monstera deliciosa) – trepadeira da família das Araceae , Angiospermae originária do México. Suas folhas são espetaculares! Gigantes, elas possuem um desenho único. As bordas são perfeitamente recortadas e possuem furos no meio, como se quisessem arejar-se. Além disso, apresentam uma coloração verde escura e são muito brilhantes. Deve ser cultivada em substrato rico em matéria orgânica, com regas regulares, à meia-sombra. Plantada isolada ou em pequenos grupos, pode ser tutorada para escalar sobre outras plantas e paredes. Produz frutos comestíveis.

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