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Pimenta - são originárias das Américas e no tempo do descobrimento foram espalhadas pela Europa, Ásia e África. Países como México, Guatemala, a maior parte do Caribe e África, parte da América do Sul, Índia, Indonésia, Malásia, Coréia, Tailândia, sudoeste da China, os Balcãs e América do Norte são adeptos dessa especiaria e a utilizam em seu cardápio. É um condimento de sabor picante. Apesar de popularmente ser dito que a pimenta pode provocar muitos males a saúde, tais como pressão alta, gastrite, úlceras e hemorróidas, estudos realizados recentemente mostram que ela também pode trazer muitos benefícios. A mesma substância que provoca o ardido da pimenta, chamada capsaicina possui propriedades que são muito bem vindas:
- É rica em vitamina A, B1, B2, C, E e niacina
- Possui propriedades analgésicas e energéticas
- Favorece a redução de coágulos no sangue, pois é vasodilatadora
- Estimula a produção de endorfina no cérebro, hormônio que produz a sensação de bem estar
- Tem ação antioxidante, antiinflamatório e anti-câncer
- Pode reduzir o desejo de comer, sendo benéfico ao tratamento da obesidade
Existem múltiplas e diferentes plantas referenciadas como pimenta que são utilizadas nos alimentos para sensações "quentes" que componentes químicos particulares induzem na língua:
Pimenta do reino - são sementes de plantas da família Piperaceae, das quais se destacam as do género Piper, no qual se inclui a planta que dá origem à "pimenta" em Portugal, e "pimenta redonda" em Moçambique. Diferentes maturações e colheita dos grãos oriundos desta planta, Piper nigrum, dão origem à pimenta-verde, pimenta-branca e pimenta-preta.
Pimenta malagueta (Capsicum frutescens) - é a espécie, que em Portugal e em Moçambique é conhecida ainda como piri-piri se estivermos na presença de frutos de menores dimensões e por vezes secos.
Pimenta de caiena (Capsicum baccatum) - é o nome dado à espécie em Portugal, mas que é conhecida como "dedo de moça" ou "chifre de veado", este último associada a frutos de maiores dimensões e coloração mais intensa, no Brasil.
Solanum pseudocapsicum - que produz pimentas arredondadas e vermelhas, ou brancas. A maioria destas espécies é ligeiramente tóxica, causando sudorese e hipertensão em altas doses.
Pimenta Szechuan - é produzida por uma planta da família Rutaceae, espécie Zanthoxylum piperitum.
Pimenta da Jamaica – da família Myrtaceae que contém várias espécies de pimentas de usos variados, esta por exemplo, é o fruto da Pimenta dioica que, devido ao sabor da pimenta que pode lembrar o cravo, a canela e a noz-moscada é conhecida também como pimenta "all spice".
Aroeira ou Arrueira - também conhecida como "aroeira mansa" ou "aroeira vermelha", é de uma planta relacionada com o Caju ou "acaju", das espécies Schinus molle e S. terebinthifolius, da família Anacardiaceae. Astronium fraxinifolium - aroeira-do-campo, aroeira-vermelha, gonçalo-alves, nativa dos cerrados do Brasil central. Lithraea molleoides - aroeira-branca, aroeira-brava, aroeira-do-brejo, aroeira-da-capoiera, bugreiro, nativa de várias formações do sul e sudeste do Brasil. Myracrodruon urundeuva (ex- Astronium juglandifolium Griseb., Astronium urundeuva) - aroeira-do-campo, aroeira-da-serra, urundeúva, nativa da caatinga e do cerrado, desde o Ceará até o Paraná. Schinus molle - aroeira-salsa, aroeira, aroeira-mole, fruto-de-sabiá, nativa dos campos de altitude do sul do Brasil. Schinus terebinthifolius - aroeira-mansa, aroeira-vermelha, aroeira-precoce, aroeira-pimenteira, aroeira-do-sertão, nativa de várias formações vegetais do nordeste, centro-oeste, sudeste e sul do Brasil. A aroeira-salsa é muito apreciada na culinária francesa, onde é conhecida como "poivre-rose".
Poejo (Mentha pulegium) é uma das espécies mais conhecidas do género Mentha. Da família das Lamiaceae (labiadas), é uma perene cespitosa de raízes rizomatosas que cresce bem em sítios húmidos ou junto de cursos fluviais, onde pode ser encontrada selvagem entre gramíneas e outras plantas. Os seus erectos talos quadrangulares, muito ramificados, podem chegar a medir entre 30 a 40 cm. As folhas são lanceoladas e ligeiramente dentadas, de cor entre os verdes médio e escuro. Dispõem-se opostamente ao longo dos talos. As diminutas flores rosadas nascem agrupadas em densas inflorescências globosas. Esta planta aromática, de crescimento espontâneo, é conhecida há séculos em todo o Mediterrâneo e Ásia ocidental pelas suas propriedades carminativas, relaxantes e até como emenagoga quando tomada em infusão. Por extracção de um óleo essencial, também pode ser usada em aromaterapia. O termo pulegium, que deriva da palavra latina pulex (pulga), deve-se ao antigo costume de queimar poejo nas casas para repelir estes insectos.
Manjerona (Origanum majorana, Lamiaceae) - Originária do nordeste da África e do Oriente Médio até a Índia, é uma planta herbácea da família das Labiadas ou planta perene (mas sensível ao frio), também é conhecida como manjerona-verdadeira, majerona-inglesa, flor-de-himeneu, majerona-hortensis e amáraco. Possui sabores doces do pinho e do citrino. A manjerona é cultivada para suas folhas aromáticas, verde ou seca, para o uso culinário; são cortadas enquanto as plantas começam a florescer e secados lentamente na sombra. É usada freqüentemente em combinações das ervas tais como Herbes de Provence e Za'atar.
Orégano ou orégão (Origanum vulgare) - é chamado também Manjerona Selvagem. É uma planta herbácea, com raízes na forma de caules subterrâneos (rizomas), perene comum na Europa ao sul em bosques secos e em cercas-vivas. Bastante ramificado, produz folhas pequenas, ovais e pecioladas, medindo de 1 a 5 cm, com muitas hastes grossas 30-80 cm elevado. As flores são pequenas e apresentam cores como o púrpura, rosa, branco ou uma mistura delas, surgindo do início do verão até meados do outono. Há regiões no Brasil, entretanto, onde a planta vive vários anos sem nunca produzir flores. O orégano se propaga pela divisão das touceiras, por estaquia ou por sementes. O plantio deve ser feito em solo leve e rico em matéria orgânica. A planta se desenvolve bem sob sol pleno e precisa de proteção contra ventos fortes e frios. Tem um sabor mais forte e uma qualidade mais penetrante. Fresco ou seco, o orégano exala um perfume intenso e muito agradável, porém, depois de seco, deve ser usado de preferência antes de completar um ano, pois começa a perder suas propriedades aromáticas. É considerado um tônico para o aparelho digestivo, pois seu forte e inconfundível aroma, o sabor amarguinho e picante resultam do seu óleo essencial, composto por cervacol, cimeno, linalol e tanino que garantem as propriedades digestivas. A erva também é usada em infusão para tratar problemas como tosse, bronquite e cólicas intestinais.
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