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Oliveira (Olea europaea L., família Oleaceae) - São árvores baixas de tronco retorcido nativas da parte oriental do Mar Mediterrâneo. De seus frutos, as azeitonas, os homens no final do período neolítico aprenderam a extrair o azeite. Este óleo era empregado como ungüento, combustível ou na alimentação, e por todas estas utilidades, tornou-se uma árvore venerada por diversos povos. Seu fruto, as azeitonas, é utilizado para produzir o azeite de oliva, obtido do processamento de seu caroço. O azeite é um produto alimentar, usado como tempero, produzido a partir da azeitona, fruto advindo das oliveiras. Um alimento antigo, clássico da culinária contemporânea, regular na dieta mediterrânea e nos dias atuais presente em grande parte das cozinhas. Alem dos benefícios para a saúde o azeite adiciona a comida um sabor e aroma peculiares. A região mediterrânea é responsável por 95% da produção mundial de azeite, favorecida pelas suas condições climáticas, propícias ao cultivo das oliveiras, com sol e clima seco.
Pequi (Caryocar brasiliense; Caryocaraceae) - árvore da família das cariocáceas pode tambem ser encontrada nos Estados de Rondônia (ao leste), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul (no nordeste), Minas Gerais (norte e oeste), Pará (sudoeste), Tocantins, Maranhão (extremo sul), Piauí (extremo sul), Bahia (oeste) e Distrito Federal. A despeito de ser encontrado em todos esses lugares, é apenas em Goiás que podem ser encontradas todas as espécies, cuja frutificação ocorre entre os mêses de setembro e fevereiro. O fruto, pequi, é uma fruta nativa do cerrado brasileiro, muito utilizada na cozinha nordestina, do centro-oeste e norte de Minas Gerais. Dela é extraido um azeite denominado azeite de pequi. Seus frutos são também consumidos cozidos, puros ou juntamente com arroz e frango. Seu caroço é dotado de muitos espinhos, e há necessidade de muito cuidado ao roer o fruto, evitando cravar nele os dentes, o que pode causar sérios ferimentos nas gengivas. O sabor e o aroma dos frutos são muito marcantes e peculiares. Pode ser degustado das mais variadas formas: cozido, no arroz, no frango, com macarrão, com peixe, com carnes, no leite, e na forma de um dos mais apreciados licores de Goiás. Comer pequi além de saudável e agradável, é uma ciência, quase uma arte: sua polpa macia e saborosa deve ser comida com cuidado, uma vez que a mesma recobre uma camada de terríveis espinhos, que, se mordidos fincam-se na língua e no céu da boca, provocando dores. O sabor, contudo, vale o risco. Risco este que deixa de existir, uma vez assimilada a técnica de degustação que é de fácil aprendizado.
Pereira (Pyrus) - produz a pêra, uma das mais importantes frutas de regiões temperadas. A pêra é muito apreciada por suas propriedades nutritivas e pelo delicado sabor. Ideal para regimes, por ter baixo valor calórico cerca de 53 calorias por cada cem gramas de fruto. Por possuir quantidades razoáveis de vitaminas B1, B2 e Niacina ou B12, todas do Complexo B, que regulam o sistema nervoso e o aparelho digestivo que fortifica o músculo cardíaco e serem esseciais ao crescimento e evitam a queda dos cabelos e sanam alguns problemas de pele,e possuir ainda vitaminas A e C e ser rica em sais minerias incluindo o Sódio, Potássio, Cálcio, Fósforo, Enxofre, Magnésio, Silício e Ferro, pode ser usada em regimes alimentares, devido a sua leveza e textura e de fácil absorção pelo organismo e tratamentos cardíacos, é um bom complemento alimentício, tanto na formação dos ossos, dentes e sangue como mantêm o equilíbrio interno e o vigor do sistema nervoso. Tem muitas fibras, por isso é boa também contra a prisão de ventre, inflamação do intestino e bexiga.
Pessegueiro (Prunus persica; Rosaceae) - é uma pequena árvore nativa da China, de folhas alternas e serreadas, flores roxas e drupas pubescentes, comestíveis e com propriedades aperitivas e digestivas. Com inúmeras variedades hortícolas; a infusão das folhas e sementes é calmante e as flores são usualmente utilizadas como laxante suave.
Pitangueira (Eugenia uniflora, família Myrtaceae) pitanga - Árvore de porte médio - no máximo 12 m - a pitangueira é de desenvolmento moderado, e medianamente rústica. A copa globosa é dotada de folhagem perene. A planta é cultivada tradicionalmente em quintais domésticos. É também usada como árvore ornamental em várias cidades brasileiras. Nos sistemas agroflorestais multiestrato e em reflorestamentos heterogêneos, é planta importante na recuperação de áreas degradadas. Seu fruto, a pitanga, é uma drupa globosa, carnosa, vermelha (a mais comum), amarela ou preta, e bastante saborosa, a pitanga é nativa da Mata Atlântica brasileira, onde é encontrada na floresta estacional semidecídua do planalto, desde Minas Gerais até o Rio Grande do Sul. Ocorre também nas restingas. A palavra "pitanga" vem do tupi-guarani, e significa "vermelho".
Pupunha (Bactris gasipaes) - da família das Palmáceas, foi cultivada pelos ameríndios pré-colombianos na região neotropical úmida. Atualmente, essa espécie encontra-se distribuída desde Honduras até a Bolívia. Ocorre na costa Atlântica das Américas Central e do Sul, até São Luiz, no Maranhão, e também ao longo da costa do Pacífico, do sul da Costa Rica até o norte do Peru. Seus frutos, o palmito, de sabor muito apreciado, estão integrados nos hábitos alimentares da área que cobre os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Maranhão, Mato Grosso, Rondônia e Roraima. A pupunha é uma palmeira chamada "caespitose" (multi-caule) que pode atingir até 20 m de altura. O ápice do estipe sustenta uma coroa de 15 a 25 folhas do tipo pinadas, inseridas em diferentes ângulos. As folhas tenras não expandidas, localizadas no centro da coroa, formam o palmito, um importante produto econômico. Os frutos apresentam forma, tamanho e cor variáveis. Quando maduros, podem ter a casca vermelha, amarela, alaranjada ou totalmente verde. Quanto à forma podem ser globosos, ovóides ou cônico-globosos e o tamanho varia. Floresce quase o ano inteiro, porém com maior intensidade durante os meses de agosto a dezembro. A maturação de seus frutos ocorre principalmente nos meses de dezembro a julho. Atualmente, sua importância como alimento e o seu potencial tecnológico têm sido incentivado através de pesquisas realizadas no Brasil, Colômbia, Peru e Costa Rica. A pupunheira pode ser aproveitada totalmente: sua palmeira é empregada em paisagismo; sua raiz como vermicida; seu tronco como madeira para construção de casas, fortificações, arcos, flechas, arpões e varas de pescar; suas flores masculinas, depois de caírem, como tempero; suas folhas, na coberturas para habitações, teceduras de cestas e outros objetos; seus frutos, motivo principal do cultivo praticado pelos índios, são comidos cozidos. Além do consumo direto dos frutos, após cozimento em água e sal, podem eles gerar uma série de subprodutos industrializados.
Tamareira ou datileira (Phoenix dactylifera) - é uma palmeira extensivamente cultivada pelos seus frutos comestíveis, as tâmaras. Devido a ser cultivada desde há milénios, a sua área natural de distribuição é desconhecida, mas será originária dos oásis da zona desértica do norte de África, embora haja que admita uma origem no sudoeste da Ásia. É uma palmeira de média dimensão, de 15 a 25 m de altura, com vários troncos partilhando o mesmo sistema radicular, mas em geral crescendo isolada. As folhas são frondes pinadas, com até 3 m de comprimento, com pecíolo espinhoso e cerca de 150 folíolos. Cada folíolo tem cerca de 30 cm de comprimento e 2 cm de largura. A tamareira (do hebraico tamar), é a palmeira característica da Palestina. Seus ramos são um símbolo de vitória. Os mais refinados espécimes dessa árvore cresceram em Jericó e ao longo das margens do rio Jordão.
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