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Guapuruvu
(Schizolobium parahyba) – árvore de origem brasileira pertence à família das fabáceas, sub-família Caesalpinioideae, também conhecida popularmente de bacurubu, badarra, bacuruva, birosca, faveira, pau-de-vintém, ficheira, pataqueira. É uma árvore de crescimento rápido, que atinge um porte de 30 metros de altura, para 8 metros de diâmetro da copa arredondada. Reproduz-se em solos férteis e em climas quente e úmido, em sol pleno com sua propagação feita através das sementes. As folhas são pequenas e caducas. A floração decorre em novembro e origina flores de cor amarela na primavera. A frutificação é do tipo vagem e decorre de março a maio. Perde totalmente suas folhas no inverno e só após a florada é que inicia a brotação de novas folhas. A copa é rala produzindo uma sombra muito leve, o que permite o plantio da espécie em gramados ou próxima a canteiros sem prejudicar a insolação sobre as outras plantas. É uma espécie pioneira, indicada para plantios em áreas degradadas em razão do seu rápido crescimento. Podas não são necessárias. A madeira do guapuruvu é pouco resistente, mas presta-se à confecção de embarcações tipo canoas exatamente pela leveza e facilidade de entalhe. É a árvore símbolo da cidade de Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina, Brasil.
Jacarandá-mimoso (Jacarandá mimosaefolia) - Árvore frondosa, de folhagem delicada, pertencente à Família das Bignoniáceas. De porte médio, esta espécie pode atingir até 15 metros de altura. Pode ser em estado nativo é encontrada nas regiões de clima um pouco frio de solos férteis, mas adapta-se bem ao clima sub-tropical como na Argentina, Peru e sul do Brasil. Sua propagação é feita pelas sementes e as podas não são necessárias. As folhas, que medem 40 cm de comprimento, são compostas por folíolos miúdos e delicados e concentram-se nas pontas dos ramos. Durante o inverno, o jacarandá-mimoso perde suas folhas, mas no início da primavera ele se cobre de flores arroxeadas e perfumadas. A floração se prolonga até o começo do verão e recobre praticamente toda a copa que é aberta e arredondada. Na Pretória, uma cidade na África do Sul, as ruas são totalmente arborizadas com jacarandá-mimoso levado do Brasil.
Jacarandá-africano - também conhecido como Mpingo ou madeira negra africana (Dalbergia melanoxylon) é uma angiosperma da família Fabaceae, nativa de regiões sasonalmente secas da África, como Senegal, leste da Eritréia e sul do Transvaal, na África do Sul. É uma pequena árvore, alcançando de 4 a 15m de altura, de casca cinza e espinhosa. As folhas são caducifólias, com 6 a 22cm de comprimento. As flores são brancas, geradas em densos tuchos. O fruto é um leguminoso com 3 a 7cm de comprimento, contendo uma ou duas sementes.
A densa e lustrosa madeira varia do avermelhado ao preto intenso. Geralmente é cortada em pequenas toras, deixando-se os ramos para que a madeira seque de forma lenta e gradual, evitando eventuais rachaduras. Os exemplares de melhor qualidade atingem altos valores no mercado madeireiro. As qualidades tonais do jacarandá-africano são particularmente apreciadas na lutheria de instrumentos-de-sopro, principalmente clarinetes, oboés e gaitas-de-fole britânicas. Marcineiros da época do Egito antigo a apreciavam na feitura de móveis. Devido ao uso em excesso, a mpingo está agora comercialmente extinta no Quênia e seriamente ameaçada na Tanzânia e Moçambique. As árvores começam a ser cultivadas, mas ainda sem conseguir suprir a demanda, principalmente porque a árvore leva de 70 a 100 anos para amadurecer.
Jacarandá-da-bahia (Dalbergia nigra (Vell.) Allemão ex Benth.) é uma árvore fabácea natural do Brasil, especialmente dos estados da Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, de folhas compostas pinadas, flores esbranquiçadas, frutos membranosos e madeira rija, de cor negra e muito resistente. É comumente utilizada em obras de marcenaria de luxo e na fabricação de pianos e está em perigo de extinção. É conhecida também pelos nomes cabiúna, cabiúna-do-mato, cabiúna-rajada, caviúna, graúna, jacarandá-cabiúna, jacarandá-caviúna, jacarandá-da-bahía, jacarandá-pitanga, jacarandá-preto, jacarandaúna, jacarandazinho, palissandra, pau-preto.
Jacarandá-paulista - encontrado principalmente nos estados de Minas Gerais, Goiás e São Paulo. Essa árvore fornece madeira de lei muito semelhante à do verdadeiro jacarandá-da-bahia. Sua superfície é irregularmente lustrosa, com tronco pardo dotado de reflexos, listras ou sombras escuras. Também conhecida como Jacarandá-amarelo, essa árvore é muito utilizada na fabricação de mobília de luxo, objetos decorativos, tacos e assoalhos.
Sibipiruna (Caesalpinia peltophoroides) - Originária do Brasil, especificamente da Mata Atlântica, a sibipiruna é uma espécie da Família das Leguminosas, popularmente conhecida também por sibipira ou coração-de-negro, é uma árvore de grande porte e atinge altura máxima em torno de 18 metros, para 7 metros de diâmetro da copa arredondada. Esta espécie de árvore, que costuma viver por mais de um século, é muito confundida com o pau-brasil e o pau-ferro, pela semelhança da folhagem, adapta-se muito bem ao clima sub-tropical e tropical em sol pleno, não é muito exigente, mas prefere o ligeiramente ácido, a propagação é por sementes e as podas não são necessárias. A sibipiruna perde parcialmente suas folhas no inverno e a floração ocorre de setembro a novembro, com flores amarelas dispostas em cachos cônicos e eretos. Os frutos, que surgem após a floração, são de cor bege-claro, achatados, medem cerca de 3 cm de comprimento e permanecem na árvore até março. A árvore é muito utilizada no paisagismo urbano em geral, sendo também indicada para projetos de reflorestamento pelo seu rápido crescimento e grande poder germinativo. A floração da espécie ocorre geralmente 8 anos após o plantio e cada exemplar, cultivado em condições adequadas, pode viver por mais de 100 anos.
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