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Graviola, Goiabeira, Jabuticabeira, Jambeiro, Jaqueira, Juazeiro

Graviola (Annona muricata L.; Annonaceae) - é uma árvore de pequeno porte (atinge de 4 a 6 metros de altura) e encontrada em quase todos os países tropicais, com folhas verdes brilhantes e flores amareladas, grandes e isoladas, que nascem no tronco e nos ramos. Os frutos, a graviola, tem forma ovalada, de casca verde-pálida, são grandes, chegando a pesar entre 750 gramas a 8 quilos e dando o ano todo. Contém muitas sementes, pretas, envolvidas por uma polpa branca, de sabor agridoce, muito delicado e considerados por muitos semelhante à fruta-do-conde. A graviola é um fruto originário das Antilhas, onde se encontra em estado silvestre. No Brasil, tornou-se subespontânea na Amazônia, sendo cultivada principalmente nos Estados do Nordeste. Prefere climas úmidos, baixa altitude, e não exige muito em relação a terrenos.

 

Goiabeira (Psidium guajava) - é um arbusto ou árvore pequena da família das mirtáceas, nativa de regiões tropicais das Américas, produtora do fruto chamado goiaba. Tal espécie possui casca tanífera, folhas obovadas, utilizadas como antidiarréicas e de que se extrai óleo essencial, flores pequenas, brancas. Seu fruto é em forma de bagas verdes ou amarelas com polpa aromática, branca, rósea, avermelhada ou arroxeada, muito consumidas ao natural ou em compotas, doces, sorvetes e geléias. Também é conhecida pelos nomes de araçá-guaçu, araçaíba, araçá-mirim, araçauaçu, goiaba, goiabeira-branca, goiabeira-vermelha, guaiaba, guaiava, guava, guiaba, mepera e pereira.

 

Jabuticabeira, jabuticaba ou jaboticaba (Myrcia cauliflora; Myrciaria cauliflora Plinia trunciflora; Myrtaceae) - é uma árvore frutífera brasileira nativa da Mata Atlântica, principalmente da mata pluvial e das submatas de altitude. Ocorre desde Mato Grosso do Sul e Minas Gerais até o Rio Grande do Sul. É também conhecida pela designação de fruita. Seus frutos pequenos, de casca negra e polpa branca aderida à única semente, crescem no tronco e ramos, dando uma característica peculiar à árvore. Além de consumidos ein natura, deles se faz licor, geléia e aguardente. É por isso muito cultivada em pomares domésticos. Floresce duas vezes por ano. Ornamental, a planta se presta ao paisagismo, além de atrair a avifauna. A árvore, de até 15 m de altura, tem tronco claro, liso, e folhas simples. A jabuticaba é utilizada para vários fins, tanto culinários, como medicinais. Entre estes é mencionada a decocção da casca, como remédio para a asma. Por sua semelhança à uva, muitos produtos, como o vinho, suco, geléia, licor e vinagre podem ser feitos com a jabuticaba.

 

Jambeiro (Syzygium; Myrtaceae) – é uma árvore ornamental que dá frutos conhecidos como jambos. São frutos piriformes (em forma de pêra), com casca lisa e cerosa, rosada, esbranquiçada ou vermelha, polpa consistente e branca, e uma ou mais sementes mais ou menos esféricas no seu interior. Há três espécies principais de cujos frutos são conhecidos como jambo, todas nativas do continente asiático: S. malaccense: Jambo-vermelho, com frutos vermelhos, adocicados e levemente ácidos; S. jambos: Jambo-branco, com frutos esbranquiçados, de sabor fraco; e S. jambolana: Jambo-rosa, com frutos rosados, sabor semelhante ao jambo-vermelho. Também cultivado como árvore ornamental, pela profusão de flores com longos estames rosados. Em algumas regiões, o Jamelão (Syzygium cumini), com frutos pequenos e negros, é conhecido em certos lugares como "jambo", ou "jambolão".

 

Jaqueira (Artocarpus heterophillus) - é uma árvore tropical cujo fruto é conhecido como jaca. Árvore originária da Índia e cultivada em todos os países tropicais do mundo. Foi introduzida no Brasil por volta do século 18 através da Bahia e por essa razão algumas vezes é denominada de “jaca-da-bahia”. Atualmente é cultivada em toda a região Amazônica e toda a costa tropical brasileira, (Pará ao Rio de Janeiro). Pela facilidade com que se dissemina, prolifera espontaneamente nas regiões mais quentes do país. Outra versão, talvez a mais correta, tem a jaqueira como natural da América do Sul, por se tratar de uma árvore com alta incidência nos trópicos. Também foi denominada Artocarpus brasilienses pelos botânicos que primeiramente analisaram a flora brasileira. Árvore perenifólia, lactescente, de cerca de 20 m de altura, provida de copa mais ou menos piramidal e densa, com tronco robusto, de 30-60 cm de diâmetro, revestido por casca espessa. Folhas simples, alternas, inteiras (lobadas apenas nos indivíduos jovens), afixadas aos ramos através de um curto pecíolo de cerca de 1 cm de comprimento. O fruto é um sincarpo de forma ovalada originada do desenvolvimento da inflorescência feminina. Estes nascem diretamente do tronco e dos galhos mais grossos e chegam a pesar até 10 kg e medir até 40 cm de comprimento. A parte comestível da jaca são os frutículos encontrados no interior dos grandes sincarpos, em grande número, ultrapassando a centena. Estes nada mais são do que o desenvolvimento dos ovários das flores, constituindo os “bagos”, de cor amarelada, envoltos por uma camada grudenta, sabor doce e cheiro forte e característico, reconhecível a longa distância. Os bagos podem ser de consistência um pouco endurecida ou totalmente mole, daí a distinção de duas variedades muito conhecidas e denominadas popularmente de “jaca-mole” e “jaca-dura”.

 

Juazeiro (Zizyphus joazeiro Mart.; Rhamnaceae) - é uma árvore típica do Nordeste brasileiro. Também recebe os nomes de: joá, larajeira-de-vaqueiro, juá-fruta, juá, juá-espinho. Seus frutos, do tamanho de uma cereja, são comestíveis e utilizados para fazer geléias, além de possuírem uma casca rica em saponina (usada para fazer sabão e produtos de limpeza para os dentes). São também utilizados na alimentação do gado na época seca. Membro da família Rhamnaceae, é uma árvore, em seu ambiente natural de caatinga e cerrado, de médio porte, com ramos tortuosos protegidos por espinhos. Entretanto, a espécie se adapta bem a locais mais úmidos, onde torna-se árvore elegante com cerca de 15 metros de altura. Suas folhas assemelham-se às folhas de canela, exceto pelo tom verde mais claro e consistência mais membranácea. Suas flores são pequenas, de cor creme, dando origem a frutos esféricos, também pequenos, de cor amarelada, doces, com uma semente em seu interior. A árvore é reputada por diversas propriedades medicinais. Entre seus componentes químicos, destacam-se Vitamina C, cafeína, ácido betulínico e saponinas (estas últimas consideradas tóxicas, se em grandes quantidades). O extrato do juazeiro, o juá, é empregado na indústria farmacêutica em produtos cosméticos, principalmente xampus e cremes, bem como em cremes dentais.

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