|
Flor-de-cera
(Hoya carnosa)
- é uma planta perene de fácil cultivo. Pertencente à família das Asclepiadáceas, é uma trepadeira originária da China, que durante o verão produz flores duráveis, com um perfume levemente adocicado. O maior atrativo desta planta está justamente nas flores que inspiram seu nome popular: elas realmente apresentam uma aparência cerosa, como se fossem feitas de porcelana.
Flor de Lótus (Nelumbo nucifera) – planta originária do Sudeste da Ásia, da família das Ninfeáceas com cerca de 50 cm acima da água. Também conhecida como lótus-egípcio, lótus-sagrado ou lótus-do-egito. Os povos orientais têm esta flor como símbolo da espiritualidade, pois acreditam que ela desabrocha aqui na Terra somente depois de ter nascido no mundo espiritual. O lótus também representaria a pureza, pois emerge limpa e imaculada do meio de águas turvas e lodosas. Produz flores brancas, cor-de-rosa ou brancas com as bordas rosadas durante a primavera e início do verão, sua multiplicação é por meio de sementes ou divisão de rizomas. Gosta de sol pleno e pode ser cultivada em vasos imersos, tanques de jardim, lagos ou lagoas. Para montar os vasos, use a seguinte mistura: 2 partes de terra argilosa, 1 parte de esterco bovino bem curtido ou composto orgânico. Por ser uma planta aquática, é claro, dispensa regas.
Flor do Maracujá - é uma planta tipicamente brasileira, muito apreciada pelo sabor de seus frutos e pelo perfume de suas flores, sua flor é conhecida como "flor-da-paixão". Estas flores foram antigamente muito apreciadas e celebradas como "as graças dos prados, brincos da natureza e devoção da piedade cristã". Esta elegante trepadeira no Brasil é conhecida pelo nome indígena "maracujá". É crença geral que o maracujá foi criado por Deus para perpetuar a lembrança do sacrifício do calvário. Esta flor de extraordinária beleza tem a singularidade de apresentar num simbolismo caprichoso da natureza, os principais instrumentos da Paixão de Cristo: coroa, açoites, cravos, chagas, etc. Não é provável que os feiticeiros ou pajés, conhecessem estas relações que os cristãos puseram no maracujá. O que se sabe, porém, é que certos pajés de algumas tribos, ao serem iniciados nas superstições, abstinham-se dos frutos do maracujá. Maracujá, na língua tupi, quer dizer "alimento dentro da cuia". É mesmo na cuia, isto é, na própria casca, que o maracujá recebe total apreciação de norte a sul do país. Tanto que o Brasil conhece o recorde de mais de 150 variedades da fruta. Das quais são deliciosamente comestíveis o maracujá-amarelo, o maracujá-roxo e o avermelhado, bastante comuns nas regiões Sudeste e Sul. Devido as suas propriedades terapêuticas, o maracujá possui grande valor medicinal.
Flor-de-lis (Sprekelia formosissima) - uma representante da família das Amarilidáceas, originária do México e da Guatemala. Conhecida em outros idiomas como lírio-asteca, lírio-de-Saint-James (St. James lily), lírio-de-saint-Jacques (Lis de Saint-Jacques), é a única espécie do gênero. O nome da espécie foi dado pelo botânico Linnaeus (Lineu) quando recebeu alguns bulbos de J. H. van Sprekelsen, um advogado alemão. Os espanhóis introduziram a planta na Europa, levando os bulbos do México, no final do século XVI. Planta bulbosa, produz flores de cor vermelho-brilhante e folhas laminares que aparecem depois das flores. A reprodução é feita pela divisão de bulbos, durante o período de repouso. Gosta de sol pleno e Solo arenoso. Em vasos e canteiros, a mistura de solo ideal é a arenosa - 1 parte de terra vegetal, 1 parte de terra comum de jardim e 2 partes de areia. As regas podem ser espaçadas no início do período vegetativo, intensificando para dias alternados até depois da floração, quando deve-se voltar a espaçar as regas. Recomenda-se evitar o excesso de água, pois pode provocar o apodrecimento do bulbos e o surgimento de doenças fúngicas.
Frésia (Freesia) - Pertencente à família das Iridáceas, a frésia também é conhecida em algumas regiões do Brasil por junquilho. Trata-se de uma bela e perfumada flor originária do sul da África. Por suas cores vivas e o marcante perfume, a frésia é muito utilizada na criação de arranjos florais decorativos. Nos jardins, seu plantio é recomendado em bordadura de canteiros, mas o resultado só será compensador, se houver boa incidência de luz no local. As espécies apresentam muitas cores, geralmente fortes, que vão desde um azul puro, passam pelo púrpura e chegam ao branco. Reproduz-se por meio de bulbos perenes. Floresce nas regiões de clima frio a temperado, normalmente no final do inverno e prossegue na primavera.
Gardênia (Gardenia jasminoides) – espécie de arbusto que pode atingir até 2 metros de altura originário da Ásia, China da família das Rubiáceas. Propaga-se por meio de estaquia da ponta de ramos. O solo ideal deve ser rico em matéria orgânica (mistura recomendada: 1 parte de terra comum de jardim, 1 parte de terra vegetal e 2 partes de composto orgânico). O clima deve ser ameno, precisa de muita luminosidade, de preferência sol pleno, mas não suporta bem o sol direto nos horários mais quentes (das 11 às 17 horas). As regas durante a primavera e o verão devem ser freqüentes, mas recomenda-se não molhar as flores. A quantidade de água deve ser diminuída durante o outono e inverno. É ideal para ser usada como maciço ou formando cerca-viva, mas dá ótimos resultados também como exemplar isolado. Recomenda-se para manter o formato compacto, mas devem ser feitas sempre após a floração. No início da primavera, a gardênia começa a se cobrir de belas e perfumadas flores brancas. Seu perfume doce e intenso e lhe rendeu o nome popular de jasmim-do-cabo, mesmo não sendo uma espécie da família dos jasmins. Existem cerca de 250 espécies conhecidas como gardênia, porém esta é a mais cultivada e famosa que, recentemente, parece ter sido reclassificada como Gardenia augusta. Além das flores que, sem dúvida, são o verdadeiro espetáculo da planta, a gardênia produz uma folhagem verde escuro muito bela e brilhante, com o detalhe que as folhas não caem durante o inverno. Para estimular a floração, recomenda-se adubar as gardênias com húmus de minhoca. Pode-se aplicar também uma adubação química com NPK (4-14-8), de 3 em 3 meses.
|