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Bambu é o nome que se dá às plantas da sub-família Bambusoideae, da família das gramíneas (Poaceae ou Gramineae). Essa sub-família se subdivide em duas tribos, a Bambuseae (os bambus chamados de lenhosos) e a Olyrae (os bambus chamados herbáceos).
As opiniões variam muito e novas espécies e variedades são acrescentadas ano a ano, mas calcula-se que existam cerca de 1250 espécies no mundo, espalhadas entre 90 gêneros, presentes de forma nativa em todos os continentes menos na Europa. Habitam uma alta gama de condições climáticas (zonas tropicais e temperadas) e topográficas (do nível do mar até acima de 4000 ms).
O bambu possui caules lenhificados utilizados na fabricação de diversos objectos como instrumentos musicais, móveis, cestos e até na construção civil, onde é utilizado em construções de edifícios a prova de terremotos.
Bambu Mossô (Phyllostachys pubescens) –espécie pertencente à família das Gramíneas, originário da Ásia, não forma touceiras, com seu caule tortuoso e curvilíneo pode ser cultivada como planta isolada em vasos ou jardins e, ainda, resulta num visual muito exótico e interessante, obtido com técnicas especiais de cultivo. Aqui no Brasil, ele pode ser cultivado em qualquer região do Brasil, pois se adapta bem a qualquer tipo de clima.
O formato tortuoso do caule deste bambu não é natural, é obtido com a ação de uma técnica e da arte das mãos humanas. Como a planta pode atingir 10 metros de altura, foi necessário reduzir seu tamanho e modificar o seu porte. Assim foi desenvolvida uma técnica para flexionar o caule do bambu-mossô. Quando a planta ainda está se desenvolvendo, remove-se as "cascas" que o revestem do caule, para que este fique mais flexível e maleável, permitindo que ele possa ser conduzido com facilidade. Daí, é possível amarrá-lo e puxá-lo para a posição que desejamos, prendendo-o a algum suporte lateral. Após surgirem as primeiras folhas, a planta mostra sinais de que está entrando em sua fase de amadurecimento. É o momento em que o caule vai enrijecendo e assumindo o formato obtido com a amarração. Depois que assume definitivamente esse formato, a planta pode ser transferida para o local definitivo. Essa técnica é que cria as apreciadas curvaturas que caracterizam os caules do bambu-mossô e lhe dão uma aparência de "escultura".
O ideal é o cultivo sob sol pleno, mas o bambu-mossô também pode ser cultivado em ambientes internos, próximo a uma grande janela ou à porta de vidro da sala, por exemplo, onde receba bastante luminosidade natural. Recomenda-se solo fértil e com boa drenagem. A mistura de solo deve receber 1 parte de composto orgânico ou húmus de minhoca para aumentar a fertilidade. No jardim, o plantio deve ser feito em covas de 40 x 40 x 40 cm. Para o plantio em vasos, recomenda-se escolher os de bom tamanho, com diâmetro de 40 a 50 cm. Em média, regar uma vez por semana é suficiente. Aplicar fertilizante NPK 10-10-10, seguindo as orientações da embalagem, a cada 3 meses. A planta se reproduz lançando os brotos a partir de um caule subterrâneo (colmo). Para evitar que o bambu-mossô se alastre pelo jardim, recomenda-se separar o colmo e plantá-lo, se desejar, em outro local.
Criciúma (Arundinaria aristulata doell) - Gramínea brasileira que aparenta um bambu de pequeno porte, cerca de 1 metro de altura. São conhecidas cerca de 17 variedades. Pelas características também é chamada de taquarinha (diminutivo de taquara, "bambu" em Tupi). Encontrado do norte do Brasil ao Rio Grande do Sul, também existente no estado de São Paulo, por volta do início dos anos 2000 estava no acervo da Fazenda Cresciumal de Ruy de Souza Queiroz.
Cana-de-açúcar (Saccharum officinarum) - é uma das seis espécies do gênero Saccharum, gramíneas altas provenientes do Sudeste Asiático. É o vegetal com o qual se fabrica açúcar e álcool. É uma planta da família Poaceae, com as quais se relaciona com a forma da inflorescência (espiga), o crescimento do caule em colmos, e as folhas com lâminas de sílica em suas bordas e baínha aberta.
A cana colhida é processada com a retirada do caule, que é esmagado, libertando os sucos que são fervidos, resultando o melaço, do qual o açúcar é cristalizado. O caule é às vezes mastigado, ou então usado para fazer caldo de cana e rapadura. O caldo também pode ser utilizado na produção de rum ou cachaça, enquanto as fibras, também chamadas de bagaço, podem ser usadas como matéria prima para produção de etanol e de energia elétrica.
Foi a base da economia do nordeste brasileiro, na época dos engenhos. Com o tempo, a economia dos engenhos entrou em decadência, sendo praticamente substituído pelas usinas. O termo engenho hoje em dia é usado para as propriedades que plantam cana-de-açúcar e a vendem, para ser processada nas usinas e transformada em produtos derivados. O Brasil é hoje o principal produtor de cana-de-açucar do mundo. Seus produtos são largamente utilizados na produção de açúcar, álcool combustível e mais recentemente, bio-diesel. A cana-de-açucar foi a base econômica de Cuba, quando tinha toda a sua produção com venda garantida para a União Soviética, a preços artificialmente altos. Com o colapso do regime socialista soviético, a produção de cana cubana tornou-se inviável. A cana-de-açúcar também é o principal produto de exportação em países do Caribe como a Jamaica, Barbados, etc. Vários países da África austral, principalmente a África do Sul, Moçambique e a ilha Maurícia, são igualmente importantes produtores de açúcar.
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