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Boca-de-leão, Brinco-de-princesa, Calceolária, Calêndula, Cananga-do-Japão

Boca-de-leão (Anthirrhinum majus) – espécie da família das Escrofulariáceas de origem na Europa e Região Mediterrânea. A boca-de-leão é uma planta Herbácea anual, ou seja, completa seu ciclo no período de um ano atingindo cerca de 70 cm de altura e necessita replantio. Sua floração é no inverno e primavera, propaga-se por meio de sementes. Seu cultivo como bordadura em canteiros dá ótimo resultado, principalmente porque acrescenta um colorido especial ao jardim, com flores tubulosas em diversas tonalidades, que vão do rosa ao vermelho-vivo, além do amarelo e do branco. É uma planta bem resistente, de clima ameno, e não dá trabalho com ataque de pragas ou doenças, mas não suporta geadas. O solo tem que ser bem drenado e rico em matéria orgânica (mistura recomendada: 1 parte de terra comum de jardim, 1 parte de terra vegetal e 2 partes de composto orgânico). Suporta sol pleno e solos mais secos, mas precisa de pelo menos 4 horas diárias de sol direto. E pode ser regada, em média, 1 vez por semana e 2 vezes em períodos muito quentes.

 

Brinco-de-princesa (Fuchsia hybrida) - Arbusto escandente semi-herbáceo da família das Onagráceas originária da América do Norte e do Sul que apresenta vários híbridos originados da Fuchsia regia, espécie de formas simples e nativa em regiões de altitude do Brasil. Pode atingir até 1,5 metro de altura, a propagação é feita por estaquia de ramos com floração na Primavera, gosta de sol pleno e meia-sombra (desde que haja bastante luminosidade), suporta o clima ameno. Pode ser usada como planta pendente ou enrolando-se em cercas e grades. Gosta de solo úmido, mas não encharcado. Em média, irrigar 2 vezes por semana. No período que vai do outono ao inverno, a dica é fazer uma poda leve, eliminando o excesso de ramos, para uma estimular uma floração mais intensa na primavera. A mistura de solo mais indicada é 1 parte de terra comum; 1 parte de terra vegetal; 2 partes de composto orgânico.

 

Calceolária (Calceolaria herbeohybrida) - Em função do formato de suas flores, esta planta herbácea anual que atinge cerca de 30 cm de altura da família das Escrofulariáceas originária da América do Sul recebeu nomes populares bem interessantes como sapatinho-de-vênus, tamanquinho e chinelinho-de-madame. Propaga-se por meio de sementes ou estacas, o solo ideal tem que ser rico em matéria orgânica (mistura recomendada: 1 parte de terra comum de jardim, 1 parte de terra vegetal e 2 partes de composto orgânico). Pode ser cultivada à sombra, em clima ameno, pois não suporta sol direto, mas é necessário que receba luz solar indireta por pelo menos 3 horas diárias. É uma planta que gosta de água, mas não de solo encharcado. Pode ser regada, em média, 2 vezes por semana. Recomenda-se tomar bastante cuidado na hora da rega, para não molhar as flores e a base das folhas. É ideal para ser usada como maciço. Começa a florescer no fim do inverno e durante a primavera, é possível encontrar à venda vasinhos de calceolárias em cores que vão do amarelo-creme ao vermelho intenso ou mesclando várias cores, com manchas de diversos tamanhos. A calceolária é bem resistente à pragas e doenças, mas como é uma planta anual necessita de replantio todos os anos.

 

Calêndula (Calendula officinalis) - é a designação comum a diversas espécies botânicas da família Asteraceae Compositae e do gênero Calendula. É também conhecida por Calêndula-silvestre (Calendula arvensis), também chamada de calêndula-do-campo, bonina, malmequer, bem-me-quer, erva-vaqueira e belas-noites; é originária da Europa meriodional e se relaciona intimamente com o sol. Curiosamente, essa florzinha abre suas pétalas assim que o sol nasce e as fecha na hora em que ele se vai. Aliás, seu nome é derivado de uma palavra latina - Calendae - que significa "primeiro dia de cada mês", de onde se derivou também a palavra calendário (que, sab-se, é baseado no ciclo solar). No Brasil, a calêndula adaptou-se facilmente, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. Hoje, ela é cultivada tanto para fins ornamentais como para a fabricação de medicamentos e cosméticos. A sua flor, de coloração amarelo-alaranjada, caracteriza-se pelo inegável perfume e as folhas são macias e aveludadas. Planta anual, a calêndula pode atingir até 50 cm de altura e apresenta caules ramificados em duas hastes. As folhas inferiores são espatuladas e as caulinares são lanceoladas e alternadas.
Atualmente, as flores cultivadas sem agrotóxicos ou aditivos químicos são comercializadas para consumo em saladas ou acompanhando outros pratos.

 

Cananga-do-Japão (Kaempferia rotunda) - Planta herbácea que pode atingir cerca de 60 cm de altura, membro da família das Zingiberáceas, originária da Ásia e Japão; é parente do gengibre, e às vezes é chamada de "peacock ginger" (gengibre-pavão), em razão do colorido de suas folhas. As flores perfumadas lhe rendem outro nome interessante: flor-da-ressureição, lírio-misterioso, ilangue-ilangue da terra (ilang-ilang de tierra ou flower of flowers of the earth) - em comparação ao perfume das flores da Cananga odorata (também conhecida como ylang-ylang). Gosta de luz solar plena e meia-sombra. O clima ideal é o quente e úmido. O solo ideal é o rico em matéria orgânica. Em vasos, usar uma mistura de 1 parte de terra comum, 2 partes de composto orgânico e 1 parte de terra vegetal.
Deve-se regar moderadamente até que a planta entre em dormência. Depois disso, as regas devem ser diminuídas drasticamente. As folhas são graciosas e matizadas. As flores levemente perfumadas surgem na primavera, antes da brotação das folhas. Além de perfumadas, as flores são vistosas e lembram alguns tipos de orquídeas. As flores individualmente duram de um a três dias, mas a pouca duração é compensada, pois elas vão se abrindo sucessivamente pelo período de um mês ou mais. Durante o inverno, a planta entra em dormência. Na medicina popular, os rizomas são usados em tratamento de pele. Eles são triturados - frescos ou secos - e misturados com água até formar uma pasta, que pode ser adicionada de outras ervas.

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