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Azaléia
(Rhododendron indicum) - um arbusto da família das Ericáceas, originária da China e Japão. Pode atingir até 2 m. de altura, possui sua floração no inverno e início da primavera com propagação feita por estacas de galho. Tornou-se muito popular e hoje pode ser encontrada formando cercas-vivas, compondo maciços em jardins, alegrando corredores e entradas mesmo plantada em um vaso. Gosta de sol pleno/meia-sombra e as regas devem ser regulares, sempre que o solo estiver seco. A azaléia é uma planta relativamente rústica e resistente: suporta com bravura certas condições bem adversas e, por isso, é muito usada em jardins e praças públicas, dando um toque de "vida" até mesmo nos canteiros das grandes avenidas de cidades como São Paulo, tão castigada do ponto de vista ecológico-paisagístico. A variedade mais popular no Brasil produz flores roxas, rosas e brancas, mas graças à intervenção humana, pode ser encontrada em inúmeras matizes chegando até ao vermelho brilhante.
Begônias (ou begónias) são plantas do gênero Begonia, família Begoniaceae. São, de maneira geral, plantas ornamentais de folhagem característica, e ocasionalmente flores atraentes. As begônias provêm principalmente da América tropical, de florestas úmidas ou nichos de umidade das savanas, com muitas espécies epífitas ou rupícolas, embora a maioria seja terrestre. Algumas espécies apresentam tubérculos subterrâneos que as mantêm vivas por muitos anos, embora a parte aérea normalmente pereça no fim de cada ciclo anual. As assim chamadas "begônias tuberosas" são apreciadas por serem plantas duradouras, que podem ser armazenadas em forma de tubérculos fora da terra durante algum tempo para rebrotar na época apropriada. Outras begônias, mesmo sem tubérculos, podem se tornar espécies bastante longevas, sobrevivendo por décadas mantendo seu viço. Quase todas as espécies se propagam por meio de rizomas.
A maioria das begônias possuem caules aéreos herbáceos, e são cultivadas como ervas. Porém, outras espécies, como a "begônia-asa-de-anjo" (Begonia coccinea) e "begônia-metálica" (Begonia aconitifolia), desenvolvem caules eretos e consistentes, alcançando até 1,5 metros de altura. As folhas das begônias são, sem dúvida, seu maior atrativo. De forma reniforme, incomum, e usualmente extremamente coloridas, são muito visadas para canteiros sombreados (onde normalmente as espécies mais apropriadas têm folhagem verde-escura). De todas as espécies, a que mais se destaca neste aspecto é a Begonia rex, com folhas enormes, com cores que variam do bronze ao rosado, ou vermelho, algumas prateadas ou brancas, com pintas, estrias e manchas de cores alternadas. Outras espécies, como a "begônia-cruz-de-ferro" (Begonia massoniana) e a "begônia-preta" (Begonia boverii) também se destacam por sua folhagem ornamental. As flores das begônias são diminutas, ornamentadas por brácteas brancas ou coloridas, que se tornam seu principal atrativo. A maioria das espécies possuem brácteas pequenas, ou de colorido pálido que, em contraste com a folhagem, perdem seu valor. Entretanto, certas espécies, como Begonia elatior, Begonia cucullata e Begonia tuberosa são avidamente procuradas por suas flores coloridas, que variam do branco ao vermelho. Em B. elatior e B tuberosa, as flores são especialmente grandes, e, como resultado de repetidos cruzamentos, apresentam-se como algo semelhante a rosas. As espécies cultivadas por suas flores usualmente apreciam a luz do sol.
Margarida Menor (Bellis annua) - A espécie, designada popularmente de margarida-menor, margarida-anual ou margarida-do-campo, é uma planta anual da família Asteraceae. Tem inflorescências mais pequenas que as da espécie Bellis sylvestris com quem compartilha alguns dos seus nomes populares. É uma planta herbácea com caules visíveis, ascendentes ou quase erectos. Tem pêlos mais rígidos que os das espécies mais aparentadas (planta híspida). As suas folhas variam desde a forma oblanceolada (com a forma de uma lança voltada para baixo) a obovada (forma oval, com a parte mais estreita para baixo) e espatulada (com forma de colher). A margem das folhas pode aparecer inteira (a direito) ou levemente crenada ou serrada. As folhas proximais (junto da base) têm um pecíolo maior que as da região distal. Os pedúnculos são finos. Floresce no final do inverno. Espontânea na Europa, aparecendo em Portugal em locais frescos. Ainda existem Espécies semelhantes como a Bellium bellidioides (que floresce na primavera) e a Leucanthemum paludosum (também floresce mais tarde).
Margarida-do-monte (Bellis Sylvestris) - A espécie semelhante a margarida-menor é uma planta vivaz, da família das asteráceas. Apresenta uma roseta na base, com caule praticamente inexistente (por isso, considerada acaule por alguns autores) com folhas oblongo-ovadas ou oblongo-espatuladas, como se fosse uma colher (a base estreita-se como o cabo de uma colher), pecíolo curto e difícil de distinguir, com margem levemente serrada, de cor verde escura e trinérveas. Os pedúnculos das inflorescências são compridos e espessos, encimados por um receptáculo com forma cónica ou hemisférica que suporta o capítulo (flores num disco central, rodeadas de outras flores estéreis, vulgarmente e impropriamente chamadas de pétalas). A inflorescência, quando fecha, é envolvida por brácteas involucrais (algo semelhante a sépalas, que nas compostas aparecem modificadas, acima de cada ovário, formando um "papus", em cada uma das flores minúsculas - flósculos - reunidas no disco central) de forma oblonga-lanceolada. Os seus frutos são cipselas com pêlos (aplicado-pubescente) e, por vezes, com um pequeno apêndice com uma leve penugem (papilho). É espontânea na Europa, e muito vulgar em Portugal, especialmente em locais húmidos e sombrios.
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