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Arbustos Frutíferos

Cafeeiro (Coffea sp.) - é um vigoroso arbusto da família Rubiaceae e do gênero Coffea, que chegam facilmente a uma altura de 3-3,5 m (10-12 pés). O caule principal é ereto, e os ramos secundários partem do principal num ângulo aproximado de 90°. As folhas, opostas onduladas nos bordos e de coloração verde-acinzentada quando jovens, encontram-se nestes ramos. As flores brancas e perfumadas surgem em grande profusão, o que a torna também uma planta ornamentais. Os frutos são ovóides, nascendo verdes e passando a vermelho e depois preto, de acordo com as fases de maturação. Casca lisa e brilhante, contendo geralmente duas sementes de coloração acinzentada, branco-amarelada ou amarelo-esverdeada, envoltas por polpa branca, adocicada. As sementes torradas e moídas produzem uma bebida estimulante - o café. O seu principal princípio ativo é a cafeína. O café é largamente cultivado em países tropicais, tanto para consumo próprio como para exportação para países de clima temperado. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café, seguido pelo Vietnam e a Colômbia.

Espécie Coffea arabica - conhecida por café arábico, arbusto de folhas persistentes, em que as folhas são opostas, elípticas, acuminadas inteiras por vezes onduladas. As flores são bracteadas dispostas em fascículos auxiliares de quatro, o fruto é uma pseudo-drupa com cerca de um centímetro e meio de comprimento, de cor vermelha ou amarela, tornando-se com a maturação castanho-anegrado, em geral com duas sementes. No café moca o fruto só tem uma semente com uma fenda longitudinal profunda.

Espécie Coffea canephora, conhecida como café robusto, difere da espécie anterior por ser um arbusto ou pequena árvore, geralmente multicaule, com folhas marcadamente elípticas, onduladas mais ou menos atenuadas nas extremidades. As flores agrupam-se em fascículos de seis, desenvolvendo-se em geral duas ou quatro. O fruto mede cerca de doze milímetros de comprimento e é vermelho. Esta espécie é espontânea desde a África Ocidental até ao Uganda.

Espécie Coffea liberica, conhecida por café libérica, é um arbusto ou pequena árvore, de folhas coriáceas, grandes, elíptico-oblongadas ou elíptico-ovadas. As flores agrupam-se em fascículos de uma a quatro flores. O fruto tem um comprimento compreendido entre os dois e três centímetros. A espécie é originária da África tropical.

Espécie Coffea racemosa, conhecida por café racemosa ou café de inhambane, distingue-se por ser um arbusto ou pequena árvore muito ramosa. As folhas são ovado-lanceoladas, caducas ou marceronsas. As flores axilares são solitárias. O fruto subglaboso é vermelho. As sementes são mais pequenas e muito desiguais. É originária da África oriental.

 

Morangueiro é o nome comum de um conjunto de espécies, com seus híbridos e cultivares, do género Fragaria, que produz o morango, incluindo um conjunto alargado de espécies e variedades silvestres. Existem mais de 20 espécies do gênero Fragaria que recebem a designação comum de morangueiro, com ampla distribuição nas zonas temperadas e sub-tropicais.

 

Camu-camu é um arbusto de pequeno porte, que pode atingir até 3 m de altura. Apresenta caule com casca lisa, folhas lisas e brilhantes que são avermelhadas quando jovens, mas se tornam verdes mais tarde. As flores, brancas e aromáticas, aglomeram-se em grupos de 3 a 4. Produz frutos arredondados, de coloração avermelhada que vão escurecendo à medida que amadurecem, até ficarem roxo-escuro quando totalmente maduros, do tamanho de cerejas, de casca mais resistente do que a acerola, lembrando a jabuticaba: sua casca, ao se romper na boca, deixa escapar o caldo da polpa, que fica envolto em uma semente única. A polpa do fruto é aquosa, envolvendo a semente esverdeada, apresenta altos valores nutritivos e, em especial, possui uma concentração de vitamina C em sua polpa superior à da acerola, frutifica de novembro a março. Trata-se de uma espécie silvestre que ocorre predominantemente ao longo das margens de rios e lagos, com a parte inferior do caule freqüentemente submersa. O camu-camu é utilizado como tira-gosto pelos pescadores, durante longas horas em que permanecem à beira d'água, próximos aos arbustos repletos de frutos. Na pescaria, a fruta é também utilizada como isca para o tambaqui, um dos melhores e mais comuns peixes amazônicos. Por ser bastante ácido, apesar de doce, é fruta preferida para o preparo de refrescos, sorvetes, picolés, geléias, doces ou licores, além de acrescentar sabor e cor a diferentes tipos de tortas e sobremesas feitas à base de outras frutas. Em todas as situações, a casca deve ser acrescentada juntamente com a polpa suculenta da fruta, pois é nela que se concentra a maior parte dos teores nutritivos.

 

Macaxeira ou Mandioca (Manihot esculenta) - é um arbusto originário dos Andes peruanos. Possui muitos sinônimos, usados em diferentes regiões, tais como aipi, aipim, aimpim, candinga, castelinha, macamba, macaxeira, macaxera, mandioca-brava, mandioca-doce, mandioca-mansa, maniva, maniveira, moogo, mucamba, pão-da-américa, pão-de-pobre, pau-de-farinha, pau-farinha, tapioca, uaipi, xagala. Foi cultivada por várias nações indígenas da América Latina que consumiam suas raízes, tendo sido exportada para outros pontos do planeta, principalmente para a África, onde constitui a base da dieta alimentar. No Brasil o hábito de cultivo e consumo continua, com a raiz. A origem do nome mandioca (manioca) seria de uma lenda Tupinambá sobre a deusa Mani, de pele branca, que encontrou sua morada (oca) na raiz desta planta. Existem diversas espécies da planta, que se dividem em mandioca-doce e mandioca-brava (ou mandioca-amarga), de acordo com a presença de ácido cianídrico (que é venenoso se não for destruído pelo calor do cozimento ou do sol). Algumas regiões usam o nome aipim ou macaxeira para designar a mandioca-doce. A farinha de mandioca comumente é preparada a partir da mandioca-brava. No Brasil a raiz da mandioca é consumida na forma de farinhas, da qual se faz a farinha de mandioca e tapioca ou, em pedaços cozidos ou fritos. Está presente também no preparo de receitas típicas da Amazônia como o tacacá, a maniçoba e o molho tucupí. Dela também se faz bebidas destiladas como o cauim (indígena) e a tiquira (cachaça comum no Estado do Maranhão). Dela também se faz outra farinha o polvilho (fécula de mandioca), doce ou azedo, que serve para a preparação de diversas comidas típicas como, o pão de queijo. Na África é comum consumir-se, além da raiz, também as folhas jovens em forma de esparregado. Em Moçambique, estas são piladas (moídas no pilão), juntamente com alho e a própria farinha seca da raiz e depois cozinhada normalmente com um marisco (caranguejo ou camarão); esta comida se chama "matapa" e é uma das mais populares da culinária moçambicana. Em Angola este esparregado é conhecido como "kissaca".

 

Ameixa-do-mato, ababone, ababoni, ababuí, ameixeira-do-brasil, ameixa-do-brasil, ambuí (ou ambuy), ameixa-da-baía, ameixeira-da-baía, ameixa-da-terra, ameixa-de-espinho, ameixa-do-pará, ameixeira-do-pará, espinheiro-de-ameixa, limão-bravo-do-brejo, sândalo-do-brasil, umbu-bravo ou ximénia (Ximenia americana, arborescens, Heymassoli inermis, Heymassoli spinosa, Pimecaria odorata, Ximenia aculeata, Ximenia arborescens, Ximenia fluminensis, Ximenia inermis, Ximenia montana, Ximenia multiflora, Ximenia oblonga, Ximenia spinosa ou Ximenia verrucosa) - é um arbusto ou árvore da família das olacáceas, nativo de regiões tropicais, como o Brasil (aparecendo de forma espontânea do Pará à Bahia, em Minas Gerais e Mato Grosso. Em Angola é ainda conhecida pelos nomes de ganzi, lumeque (ou lumeke), mepeque (ou mepeke), muinje, munjaque, omupeque (ou omupeke) e umpeque (ou umpeke). Chega a atingir 4 metros de altura. As folhas estão armadas de espinhos axilares. As flores são amareladas, com um cheiro distinto, o que as torna úteis em perfumaria. Os frutos (drupas) são ameixas amarelo-alaranjadas e comestíveis. A semente pode ser utilizada em cosmética, já que se pode extrair óleo dela. Por volta do final dos anos 1990 o espécime existia no horto da Fazenda Cresciumal de Ruy de Souza Queiroz.



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