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Amoreira, Abacateiro, Aceroleira e Araçá-rosa

Amoreira (Morus sp.; Moraceae) - é uma árvore natural da China que dá o fruto conhecido por amora. É uma árvore de porte médio que pode atingir cerca de 4 a 5 metros de altura, possui casca ligeiramente rugosa, escura e copa ampla. As folhas têm coloração verde-clara, com uma leve pilosidade que as torna ásperas. As flores são de tamanho reduzido e cor branco-amarelada. As amoreiras crescem bem em todo o Brasil e apresentam crescimento rápido, adaptando-se a qualquer tipo de solo, preferindo os úmidos e profundos. Frutifica de setembro a novembro. As amoras são frutos pendentes, de coloração vermelho-escura, quase preta, quando maduros, com polpa vermelho-escura comestível. A coloração de seus frutos varia de acordo com a espécie à qual pertencem e conforme o seu grau de maturação. As espécies de amoreira mais cultivadas são: Morus rubra, que produz a amora-vermelha; Morus alba, amora-branca e Morus nigra, amora-preta. Originárias da Ásia, as amoreiras foram, provavelmente, introduzidas na Europa por volta do século XVII. No Brasil, a amoreira - em especial a negra - cresce bem em toda parte, podendo ser encontrada de forma subespontânea em praticamente todas as regiões do país. Se a amoreira-branca é a preferida na criação do bicho-da-seda, que se alimenta de suas folhas, a amoreira-negra costuma ser a preferida para o consumo alimentar humano, pelo sabor mais pronunciado de seus frutos que são, também, mais volumosos. Além disso, a amoreira-negra é árvore de características ornamentais pois, apesar de não alcançar muita altura, sua copa, de folhas abundantes, proporciona boa sombra. Todas as amoras são ricas em vitamina C e caracterizam-se por sua forma típica, gerada a partir do agrupamento de vários e minúsculos frutos que se unem formando uma polpa rica em água e açúcar. As amoras são geralmente consumidas ao natural e podem ser servidas também com creme de chantilly; são igualmente deliciosas quando utilizadas no preparo de tortas, sorvetes, compotas, galéias, doces cristalizados ou em massa, ou transformadas em vinhos, licores e xaropes.

 

Abacateiro (Persea americana Mill.) - cujo fruto é o abacate, também designado como abacado, loiro-abacate e louro-abacate é uma espécie da família Lauraceae. É uma árvore de grande porte, de crescimento rápido, ultrapassando os 30 metros de altura, nativa da América Central e México. Possui folhas coriáceas, lanceoladas e lustrosas e flores pequenas (5 a 10 mm de diâmetro) de um verde esbranquiçado. Os frutos são bagas ovóides ou piriformes (em forma de pera), de casca verde-escuro e polpa cremosa, adocicada, rica em gordura, de cor verde-clara ou amarelada, com uma única semente grande esférica, de 3 a 5 cm de diâmetro. Os frutos das plantas selvagens são pequenos, mas as variedades cultivares apresentam frutos de dimensão considerável (7 a 20 cm de comprimento e pesam de 100 a 1000 g). Esta planta prefere solos férteis e úmidos, e clima ameno a quente, de modo que prefere climas tropicais ou subtropicais. Uma árvore adulta pode produzir mais de uma centena de abacates em uma estação, e há sempre o incômodo dos frutos não colhidos que caem no chão, causando grande sujeira e fedor. Assim, não é uma árvore recomendada para locais de grande circulação ou arborização de ruas. Os frutos, apesar de nutritivos para os humanos, podem ser tóxicos para alguns animais.

 

Aceroleira (Malpighia emarginata DC., Malpighiaceae) - é um arbusto ou árvore de pequeno porte de até 3 m de altura, seu tronco se ramifica desde a base, e sua copa é bastante densa com pequenas folhas verde-escuras e brilhantes. Suas flores, de cor rósea-esbranquiçada, são dispostas em cachos, têm floração durante todo o ano, e após três ou quatro semanas se dá sua frutificação. Por ser uma planta muito rústica e resistente, ela se espalhou facilmente por várias áreas tropicais, sub-tropicais e até semi-áridas. O fruto, a acerola, também é conhecida popularmente como cereja-das-antilhas ou cereja-de-bárbaros e tem origem nas Antilhas, América Central e norte da América do Sul. No Brasil, o cultivo de acerola teve um forte crescimento nos últimos 20 anos, sendo hoje uma importante cultura principalmente para a economia da Região Nordeste, assim como um impulso para a agroindústria de polpa de fruta congelada. A acerola, quando madura, tem uma variação de cor que vai do vermelho ao alaranjado, sua superfície é lisa ou divida em três gomos e possui três sementes no seu interior. O sabor do fruto é levemente ácido e o perfume é semelhante ao da maçã. Possui vitaminas A, B1 (tiamina), B2 (riboflavina), B3 (niacina), cálcio, fósforo, ferro e principalmente vitamina C, que em algumas variedades, chega a ser de até 5.000 miligramas por 100 gramas de polpa. Este valor chega a ser cem vezes superior ao da laranja ou dez vezes ao da goiaba. Existem mais de 42 variedades de acerola que são cultivadas no Brasil. As principais são: Apodi, Cabocla, Cereja, Frutacor, Okinawa, Olivier, Roxinha, Rubrae Sertaneja.

 

Araçá-rosa, araçá-de-comer ou araçá-da-praia é uma planta da espécie Psidium cattleianum (Psidium cattleyanum ou Psidium littorale), família Myrtaceae. São frutos arredondados, verdes ou amarelados, de polpa esbranquiçada, semelhante a uma goiaba pequena e de sabor mais azedo. Pode ser, simplesmente, designada como araçá. É encontrado na Mata Atlântica, em especial na floresta de restinga como por exemplo no município de Ilha Comprida no litoral de São Paulo.

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