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Amendoeira-da-praia, Suinã e Pau-brasil

Amendoeira-da-praia (Terminalia catappa L.; Combretaceae) é uma árvore de grandes dimensões que pode atingir 35 m de altura. É típica de regiões tropicais. A sua origem é controversa, estando a Índia e a Nova Guiné entre as hipóteses apontadas. Também chamada popularmente de chapéu de sol , é muito comum por toda a região brasileira a partir da região sudeste pois necessita de calor para se desenvolver. Também é extremamente comum em regiões praianas. tem a copa bastante larga fornecendo bastante sombra. É cultivada como árvore ornamental e os seus frutos são arredondados, verdes ou amarelados, de polpa esbranquiçada, semelhante a uma goiaba pequena e de sabor mais azedo. A sua madeira é vermelha, sólida e resistente à água, tendo sido utilizada para fazer canoas na antiga Polinésia.

 

Suinã (Erythrina speciosa velutina) ou mulungu, canivete e corticeira - é uma árvore nativa da Mata Atlântica brasileira, presente mais especificamente nas margens dos rios entre os estados do Espírito Santo e Santa Catarina. Mede entre 3 a 5 metros, possui caule espinhoso e folhas grandes. Sua floração ocorre nos meses de junho a setembro, com a perda das folhas, suas flores possuem várias tonalidade de matizes entre o vermelho e o laranja vistosas em forma de candelabro. É uma árvore bastante ornamental, de pequeno porte, podendo ser utilizada em diversas situações. Seu crescimento é rápido e adapta-se bem a locais úmidos.

 

Pau-brasil (Caesalpinia echinata Lam.), é um dos nomes populares da espécie Leguminosa nativa da Mata Atlântica. É a histórica árvore de onde se extraía um pigmento para tingir tecidos, na época do Império. Árvore Nacional do Brasil, declarada pela lei nº 6507 do dia 7 de dezembro de 1978, que estabeleceu também que o dia 3 de maio seria o "Dia do Pau-Brasil".

 

Seu nome em tupi é ibira pitanga, ou "madeira vermelha". O nome popular em português deriva da cor de brasa da resina vermelha contida na sua madeira. É conhecido também pelos nomes de brasileto, ibirapiranga, ibirapita, ibirapitã, muirapiranga, orabutã, pau-de-pernambuco, pau-de-tinta, pau-pernambuco e pau-rosado. São também conhecidos como pau-brasil, embora tenham preferencialmente outros nomes, a Caesalpinia ferrea (pau-ferro) e a C. peltophoroides (sibipiruna).

 

Pode ser encontrada ainda, em raros exemplares, do Ceará ao Rio de Janeiro, no sul da Bahia, na Mata Atlântica e mesmo em São Paulo. No entanto, é uma bela árvore que pode perfeitamente ser usada em paisagismo. A floração ocorre nos fins de setembro, numa tonalidade delicada de amarelo.

 

A árvore, alcança entre 10 e 15 metros de altura. Possui tronco ereto, cinza-escuro, coberto de acúleos, especialmente nos ramos mais jovens (echinata significa "com espinhos"). As folhas são compostas bipenadas, de cor verde médio, brilhantes. As flores nascem em racemos eretos próximo ao ápico dos ramos. Possuem 4 pétalas amarelas e uma menor vermelha, muito aromáticas; no centro encontram-se 10 estames e um pistilo com ovário súpero alongado. Os frutos são vagens cobertas por longos e afiados espinhos, contendo de 1 a 5 sementes discóides, de cor marrom.

 

O corte do pau-brasil para a obtenção de sua madeira e sua resina foi a primeira atividade econômica dos colonos portugueses na recém-descoberta Terra de Santa Cruz, no século XVI. A abundância desta árvore naqueles tempos conferiu à colônia o nome de Brasil. O interessante disso tudo é que não há nenhuma referência aos nativos brasileiros, os quais, segundo a história do Brasil, deram origem ao nome do país. Na verdade os portuguêses quando chegaram nesta terra, até então desconhecida, encontraram os índios gritando "Brasil" em volta de uma árvore e já concluíram muito precipitadamente que "Brasil" se tratava do nome da planta na qual os indígenas rodeavam. Na verdade os índios nunca chamaram essa planta de "Brasil", o que os indígenas chamavam de "Brasil", era na verdade, um espírito da floresta que eles invocavam e adoravam em volta da árvore e os nossos livros de história nunca relataram.

 

A resina vermelha era utilizada pela indústria têxtil européia como uma alternativa aos corantes de origem terrosa e conferia aos tecidos uma cor de qualidade superior. Isto, aliado ao aproveitamento da madeira vermelha na marcenaria, criou uma demanda enorme no mercado, o que forçou uma rápida e devastadora "caça" ao pau-brasil nas matas brasileiras. Em pouco menos de um século, já não havia mais árvores suficientes para suprir a demanda, e a atividade econômica foi deixada de lado, embora espécimens continuassem a ser abatidos ocasionalmente para a utilização da madeira (até os dias de hoje, a madeira do pau-brasil é reputada como a melhor para a fabricação de arcos de violino e móveis finos). Atualmente, o pau-brasil tornou-se uma árvore popularmente usada como ornamental.

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