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Alcachofra, Álisso, Amor-perfeito, Anêmona, Antúrio

Alcachofra (Cynara scolymus) - é uma flor imatura, exótica e medicinal pertencente à mesma família das margaridas e dos girassóis - a família das Compostas. Foi trazida para o Brasil pelos imigrantes europeus há cerca de 100 anos. Nativa do sul da Europa e norte da África é uma planta de clima temperado a frio (média de 20 graus C) e áreas úmidas. Em regiões quentes vegeta bem, mas não forma os botões florais comestíveis. Por ser uma cultura perene, a planta produz vários anos seguidos, o que compensa o relativo trabalho para manter a produção. Da alcachofra consumimos apenas a parte carnuda das "pétalas" e o "fundo" da flor, depois de retirados os espinhos. Possui excelentes propriedades nutritivas e medicinais. (veja mais em Receitas Culinárias)

 

Álisso (Lobularia marítima) - O álisso é uma herbácea da família das Cruciferáceas, originária do Mediterrâneo. Floresce no verão e atinge cerca de 20 cm de altura. Sua aparência é delicada e lembra um pequeno buquê de noiva: são inúmeras florzinhas brancas e aromáticas reunidas na ponta de caules finos. O álisso também é conhecido popularmente como doce-álisso e açafates-de-prata. Em inglês, ela tem um nome popular bem sugestivo: carpet-of-snow (tapete-de-neve). O plantio do álisso em canteiros dá ótimos resultados. Tanto em bordaduras, como isoladamente em maciços ou acompanhando outras plantas, o resultado é sempre delicado e harmonioso, pois o branco das florzinhas mantém a harmonia do conjunto. Seu principal uso é em forração, mas é possível obter um efeito surpreendente plantando o álisso em vasos suspensos: ao crescerem, os caules rastejantes acabam pendendo pelas bordas do vaso, formando uma pequena cascata.

 

Amor-perfeito (Viola tricolor) - muito conhecida, essa planta pertencente à família das Violáceas apresenta muitas variedades de cores e híbridos novos que podem ser cultivadas até em climas mais quentes. Deve ser plantada em terra rica em matéria orgânica e regada com cautela, pois não tolera excesso de água. Para que se obtenha floração exuberante nos meses de junho a novembro, recomenda-se semear de fevereiro a maio. O amor-perfeito é uma flor de origem européia. É muito empregada desde os tempos remotos por suas propriedades medicnias cicatrizantes. (veja mais em Ervas e Plantas Medicinais)

 

Anêmona (Anemone coronaria) - pertence à família das Ranunculáceas. Esta flor apresenta delicadas pétalas, tão finas que parecem feitas de papel, nas cores púrpura, rosa, vermelho, amarelo-claro e branco, dependendo da variedade. Ideal para a criação de arranjos florais ou, simplesmente, para enfeitar um vaso de vidro.
Apesar da aparência delicada, a anêmona é bem resistente e, se manuseada adequadamente, pode durar cerca de uma semana. Para isso, é essencial trocar a água do vaso todos os dias, lembrando de cortar cerca de 1 cm da base do caule, sempre em diagonal, com um canivete ou tesoura bem afiados. O ideal é fazer esse corte com a haste imersa em água limpa e fresca ou sob um fio de água corrente, para ajudar na hidratação.

 

Antúrio (Anthurium sp.) - Pertencente à família das Aráceas - que reúne cerca de 600 espécies, todas originárias da América Tropical - o antúrio é uma das espécies mais famosas da família. Suas espatas podem apresentar cores que vão do mais puro branco até o vermelho intenso, incluindo vários tons de rosa, salmão, verde e até marrom. Algumas espécies são bem populares no Brasil, como o Anthurium andreanum - chamado de "paleta-de-pintor" e o Anthurium scherzeranum, conhecido como "flor-de-flamingo”, por apresentar a espádice recurvada, lembrando a forma do flamingo.

A flor do antúrio, na verdade, é bem pequena, alcançando o tamanho da cabeça de um alfinete. A parte colorida e exótica, que normalmente achamos que é a flor, na verdade é uma inflorescência, ou seja, o conjunto formado pela espádice - espiga onde brotam as minúsculas flores - e espata do antúrio - a bráctea colorida, ou a folha modificada. As verdadeiras flores do antúrio são os pontinhos amarelos que brotam na espiga.

Esta peculiaridade é um artifício da natureza: quando as flores são pouco significativas, a natureza produz folhas modificadas ou brácteas coloridas para atrair insetos e outros agentes polinizadores. Mas o antúrio não impressiona apenas pela beleza da inflorescência. Suas folhas em formato de coração (codiformes), que variam de tamanho dependendo da espécie, são extremamente exóticas. Em algumas espécies, podem ser até mais atraentes que as inflorescências, bons exemplos disso são o Anthurium crystallium e o Anthurium magnificum que apresentam as nervuras em tons contrastantes, resultando em verdadeiros desenhos nas folhas.

Exótico e duradouro, o antúrio é uma das plantas mais usadas na decoração de interiores e na formação de arranjos florais. Sua inflorescência (a parte tida como flor) chega a durar até 60 dias num vaso com água, após ser retirada da planta. Entretanto, a beleza e durabilidade da planta na composição de arranjos e decorações dependem de fatores importantes. Em locais onde a umidade do ar é baixa, a folhagem deve ser pulverizada com água, para manter seu frescor e brilho. Para o corte, a inflorescência só deve ser retirada, quando estiver totalmente formada.

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