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Aguapé, mururé, parecia
(Eichhornia crassipes) -
Planta
perene
aquática e flutuante da família das
Potenderiaceae
, Angiospermae originária da América Tropicalé muito ornamental. No entanto em algumas situações de superpopulação ela pode se tornar um problema em lagos. De folhas redondas, grandes e brilhantes o aguapé se multiplica rapidamente. Sua inflorescência composta de belas flores azuis arroxeadas se assemelha a do jacinto. No paisagismo, o aguapé é utilizado para povoar lagos e espelhos d'agua, favorecendo a vida aquática, principalmente os peixes. Deve ser cultiva a pleno sol em água com pH corrigido e naturalmente adubada. Não é necessário enterrar já que a planta é flutuante. Todo cuidado é pouco com fertilizantes e outros agroquímicos que podem envenenar os peixes. Não tolera geadas e multiplica-se por divisão da planta. Esta planta possui raízes longas, (podem medir até um metro), rizomas, estolões, pecíolos, folhas e inflorescências. A parte que fica fora d´água, podendo atingir uma altura que varia desde alguns centímetros até um 1metro. O aguapé se apresenta suspenso, flutuando livremente, enroscado em obstáculos, preso ao solo em locais de água rasa e até enraizado em áreas consideradas secas. A planta possui uma grande quantidade de pecíolos cheios de cavidades de ar - isso explica o enorme poder de flutuar. A reprodução dos aguapés ocorre por meio de sementes e por brotações laterais - novas plantas são produzidas por estolões e o seu crescimento lateral ocorre a partir do rizoma. O aguapé serve de abrigo natural a organismos de vários tamanhos e aspectos, servindo de habitat para uma fauna bastante rica, desde microrganismos, moluscos, insetos, peixes, anfíbios e répteis até aves. Uma das principais vantagens do aguapé é que ele é um filtro natural, pois apresenta a capacidade de incorporar em seus tecidos uma grande quantidade de nutrientes.
Birí, Cana-da-índia
(Canna denudata) -
planta
perene da família das
Cannaceae
, Angiospermae originária da América Tropical, de folhagem bastante vistosa e verde, às vezes arroxeada, composta de folhas firmes e grandes. Suas inflorescências são compostas de flores de coloração vermelha, laranja e amarela, apresentadas na primavera e verão. Gosta de muita água e por este motivo é comum observá-la em banhados e áreas alagadiças. Sua utilização no paisagismo está ligada a esta característica, locais bastante úmidos a pleno sol, como àreas adjacentes à laguinhos e fontes são os preferidos. Podem formar belos maciços e bordaduras.Deve ser cultivada em solo rico em matéria orgânica e regada com frequência. É tolerante ao frio.
Cavalinha
(Equisetum giganteum) –
planta perene
da família das
Equisetaceae
, Pteridophyta originária do Brasil. Esta planta apresentou uma evolução interessante, onde suas folhas reduziram-se a escamas, sendo que a fotossíntese é realizada por hastes ocas e articuldas. Para sua reprodução assexuada produz cones contendo esporos. Suas hastes podem medir até 2 metros de altura. Além de ornamental, a cavalinha é considerada uma planta medicinal, pois possui propriedades diuréticas, anti-hipertensivo, calcificante, antiinfeccioso, antiprostático, usadas em tratamentos de Osteoporose, reumatismo, emagrecedor, inchaço pré-menstrual.Gosta de locais úmidos e terra rica em matéria orgânica. É indicada para a composição com outras plantas na beira de fontes e lagos, ou utilizada como maciço em folreiras ou na frente de casas e edificações. É muito rústica e tolerante ao frio. É uma das poucas pteridófitas que se adaptam ao sol pleno.
Copo-de-leite, lírio-do-nilo, cala-branca
(
Zantedeschia aethiopica) -
planta perene
da família das Araceae
, Angiospermae originária da África. Muito conhecido, o copo-de-leite é excelente como flor-corte. Sua folhagem é verde brilhante e muito ornamental. As flores são firmes e duráveis, grandes e de coloração branca. Deve ser cultivado em grupos para melhor valorização de seu efeito paisagístico, principalmente em locais úmidos, como margens de lagos e espelhos d'água. Esta planta aprecia solos ricos em matéria orgânica e brejosos, isto é, permanentemente úmidos, sem no entanto ficar abaixo da água. Seu porte varia entre 0,6-1,0 metros de altura. Deve se cultivada a pleno sol ou meia-sombra. Multiplica-se por divisão das touceiras após a floração.
Forma grandes extensões em deltas de rios, lagos, etc. É usada como ornamental em outras zonas de clima temperado, devido às suas flores grandes e à facilidade com que se cultiva. É tóxica, e possivelmente uma espécie invasora.
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