Jequitibá são árvores de tronco de grandes dimensões, tanto em comprimento como em perímetro, da família das lecitidáceas (Lecythidaceae), havendo duas espécies referenciadas: a Cariniana estrellensis como sendo o Jequitibá-branco e a Cariniana legalis como sendo o Jequitibá-vermelho ou rosa, às quais se pode ainda acrescentar a Couratari pyramidata.
Jequitibá-branco (Cariniana estrellensis) – São árvores nativas da Mata Atlântica brasileira, existentes apenas na região sudeste e em alguns estados vizinhos. Suas folhas apresentam tom avermelhado na primavera e suas flores são claras. Em tupi-guarani significa gigante da floresta, pois figuram na relação das maiores árvores do Brasil, tal como os Jatobás, Sapucaias e Angelins.
Na floresta, a árvore adulta desta espécie pode ser vista bem acima das demais. Registros atuais anotam Jequitibás com 60 metros de altura. A maior parte foi cortada para se transformar em material de construção e mobiliário ou, então, simplesmente derrubada para dar lugar a plantações. Hoje, as árvores remanescentes pertencem à lista das espécies vegetais em extinção. No Parque Estadual do Vassununga, em Santa Rita do Passa Quatro, Estado de São Paulo, encontram-se alguns dos maiores exemplares de jequitibá conhecidos.
Jequitibá-rosa (Cariniana legalis) é uma árvore brasileira da família Lecythidaceae, originalmente encontrada no centro-sul do país, na Mata Atlântica. É considerada a maior árvore nativa do Brasil porque pode atingir até 50 metros de altura e um tronco com diâmetro de até dois metros. É a árvore-símbolo do estado de São Paulo.