quais são as principais caracteristicas anatomicas da araucaria

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  5. CARACTERÍSTICAS GERAIS

    A presença da mata de Araucária, sem dúvida, é o elemento que mais se distingue na fitofisionomia do Sul do Brasil. Ela se encontra ao longo do Planalto Meridional, nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. De modo geral pode-se dizer que seu aparecimento se acha ligado ao clima, que é condicionado pelo relevo e pela altitude.

    Os planaltos constituem o seu habitat por excelência, sendo evitados os vales dos grandes rios. Essa região caracteriza-se por alto índice pluviométrico e por temperaturas moderadas. Para a Mata de Araucária, o solo não parece ser um fator primordialmente limitante, pois esta ocorre nos mais variados tipos de solos. Geralmente a quantidade de húmus no solo é muito grande. A araucária tem preferência por lençóis freáticos pouco profundos.

    O pinheiro tem extrato arbóreo homogêneo, as folhas são muito agudas e sésseis. A árvore pode ter até 25 metros de altura e o tronco até 2 metros de diâmetro. Essa mata subtropical está associada à epífitas, palmeiras e samambaias.

    DEGRADAÇÃO

    Para a economia florestal e madeireira do país esta é a região mais importante. A Araucária e a Imbuia são usadas pelas indústrias moveleiras e de papel celulose. A exploração madeireira é a responsável direta pela ameaça à Imbuia, assim como ao Pinheiro-do-Paraná, que é uma das espécies mais extraídas do sul do Brasil. A destruição dessas matas, sem deixar reservas em seu lugar, vem aumentando gradativamente a variação das precipitações na região Sul.

    Com os loteamentos, a derrubada de árvores em encostas íngremes, as queimadas para formação de pastos e a instalação de indústrias, terminam por provocar deslizamentos de terra e enchentes, dos quais o homem acaba sendo a principal vítima.

    Fonte: www2.uol.com.br

    MATA DAS ARAUCÁRIAS

    Antigamente, a Mata das Araucárias ou dos Pinheiros-do-Paraná, estendia-se do sul dos estados de Minas Gerais e São Paulo até o sul do Rio Grande do Sul, avançando pelo extremo Nordeste da Argentina. Sua extensão era 100.000 km2. Na sombra dos pinheiros, cresciam muitas outras espécies, como o cedro, a imbuia, a canela, a gameleira, a timbuia e o angico.

    Mas este ecossistema está praticamente extinto e com ele, diversas espécies de roedores, inúmeras aves e insetos que se alimentavam do pinhão, fruto dos pinheiros, também estão ameaçados de extinção pois durante 150 anos, a Mata dos Pinhais alimentou a indústria madeireira do Sul, que a empregava na construção de casas e no fabrico de móveis. Mais tarde, por volta dos anos 20 a 60, descobriu-se o mercado externo para a araucária, e a consequente escassez dos pinheiros.

    Hoje, metade das araucárias ainda restantes está confinada em “museus”, ou seja, as áreas de preservação aos cuidados dos estados e do governo federal. Restam menos de 300.000 hectares, área equivalente a uma das grandes fazendas do Norte do País, que representam a adaptação da Mata Atlântica a um clima subtropical, mais temperado.

    Fonte: www.tree4life.com

    MATA DAS ARAUCÁRIAS

    A Mata das Araucárias, ao contrário da Floresta Amazônica, constitui uma formação aberta, homogênea, que permite facilmente a extração de madeiras (chamadas duras), as Araucárias, constituem a nossa única floresta subtropical, ou temperada quente. Essa formação é a floresta mais desmatada em nosso país quando da instalação dos imigrantes europeus para construção de suas casas. Entretanto, foi a zona pioneira em reflorestamento. Além do pinheiro-do-paraná (Araucária angustifolia) que é predominante, existem outras espécies de pinheiros, além de gramíneas e samambaias.

    Sendo uma floresta subtropical mista, com ocorrência do pinheiro (Araucária angustifolia), estão associados a esta, outras espécies, como cedro, canela, imbuía, caviúna, erva-mate, etc.

    A mata das araucárias caracteriza-se por ser uma floresta:

    homogênea (com poucas espécies);
    aberta e de fácil penetração;
    aciculifoliada
    Sendo uma floresta homogênea, de fácil penetração e localizada próximo a grandes mercados consumidores, a mata dos pinhais tem sido muito explorada economicamente no país, atendendo tanto ao mercado interno (papel e madeira) como às exportações, sendo o estado do Paraná o maior produtor desta madeira de boa qualidade.

    Fonte: geografia.igeo.uerj.br

    MATA DAS ARAUCÁRIAS

    A Araucária angustifolia ocupa uma área muito grande nos três estados do sul do Brasil, alcançando também, manchas esparsas no sudeste e nordeste de São Paulo, sul de Minas Gerais, sudoeste do Rio de Janeiro e no leste da Província de Misiones (Argentina). A zona de vegetação ocupada pela Araucária situa-se entre o paralelo 29º 30′ sul, no Rio Grande do Sul (a partir de 400 m de altitude), e o paralelo 20º sul, em Minas Gerais (altitudes superiores a 1000 m). Presente no planeta desde a última glaciação – que começou há mais de um milhão e quinhentos mil anos, a Araucaria angustifolia já ocupou área equivalente a 200 mil quilômetros quadrados no Brasil, predominando nos territórios do Paraná (80.000 km²), Santa Catarina (62.000 km²) e Rio Grande do Sul (50.000 km²), com manchas esparsas em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, que juntas, não ultrapassam 4% dessa área originalmente ocupada.

    No Brasil, o limite sul da ocorrência natural desta conífera situa-se nos bordos da Serra Geral, no Rio Grande do Sul. Uma linha leste-oeste, de Torres a Santa Maria, beirando os contrafortes da serra referida, separa a Floresta Subtropical da encosta da Floresta de Araucária.

    Os campos do planalto riograndense oferecem uma paisagem muito bonita. São proporcionalmente maiores que a área de mata de Araucária. Os campos estão salpicados de capões, matas de galeria, matas nas encostas úmidas nos lados sul e leste, e também com pinheiros isolados.

    Delimitação da área natural da Araucária no Rio Grande do Sul: Pelo oeste, a linha partia de São Martinho, seguia para o noroeste, passando por Cruz Alta e Pinhal. Ao norte de Tenente Portela, o pinheiral nativo alcançava o leste e perto do Parque Estadual do turvo, sempre pela parte alta. Pelo norte do estado o pinheiral ocupava somente a parte alta do vale do Rio Uruguai. O pinheiral não descia até este vale nem a parte baixa dos afluentes daquele rio. Estes lugares são ocupados pela vegetação subtropical do Alto Uruguai. Este tipo de vegetação segue pelo Rio Uruguai até a barra do Rio Canoas com o Rio Pelotas. Até este ponto, a vegetação subtropical do Rio Uruguai alcança até quase a parte alta do vale. Depois, segue até a barra do Rio Pelotinhas com o Rio Pelotas, o qual ocupa apenas a parte baixa das margens deste últimio ponto.

    Em direção leste, os pinheiros se espalham pela parte alta nos dois lados do vale. Da barra dos dois rios citados acima, a linha delimitante dos pinheirais do Rio Grande do Sul segue pelo Rio das Contas, afluente pela esquerda do Rio Pelotas, até encontrar os bordos da Serra Geral. Dirigindo para o sul, esta linha a cerca de 10 km ao sul de São Francisco de Paula, volta-se para a direita, em direção de Canela. Os pinheirais mais densos encontravam-se na região dos Campos de Cima da Serra, no noroeste do planalto. Ocupavam as nascentes e vales superiores dos grandes rios (Rio Jacuí, Rio Caí, Rio das Antas, Rio Pelotas e Rio Taquari).

    No estado de Santa Catarina temos a ocupação do vale do Rio Uruguai pela floresta subtropical, e no planalto, em altitudes superiores a 500 metros, pela Mata de Araucárias. O Rio Pelotas e o Rio das Contas, até as fraldas da Serra Geral, neste Estado, completam a linha sul de onde começam as florestas de Araucaria. Pelo leste este tipo de vegetação ora penetra em faixas irregulares e estreitas, partinda da região de Rancho Queimado e bifurcando para o nordeste e para o noroeste, ora partindo dos arredores de Nova Cultura em direção ao sul penetra até perto do Rio do Sul. Uma pequena mancha em forma de ferradura se encontra na região de Anitápolis. Vários tipos de núcleos de Araucaria encontram-se espalhados pela região da Mata Pluvial Atlântica. No nordeste do Estado, o pinheiral vai até perto da BR 101, pela Serra do Mar, na nascente do Rio Negro. Pelo norte, praticamente é todo coberto de pinheiros.

    No estado do Paraná, a Araucária ocupa altitudes superiores a 600 metros. A sua ocorrência no oeste, vai até a fronteira com a Argentina (no Rio Santo Antônio) de Barracão para o norte até a barra do Rio Santo Antônio com o Rio Iguaçu. Deste ponto a área de pinheiros se retrai em forma de cunha para leste. Depois, a linha delimitante volta e torna a direção norte, passando mais ou menos por Cascavel. A linha continua até mais ou menos Cafelândia. Daqui, vai para o leste, também em forma de cunha e volta em direção noroeste, mais ou menos para Campo Mourão. Pelo norte, uma linha abre um pouquinho na direção de São José da Boa Vista, limitando para o sul, com algumas e profundas reintrâncias, a área de pinheiros. A leste de Sengés a linha segue até cerca de Pinhalzinhho. Depois, uma linha curva ampla leva a linha até cerca de Ilha Grande, próximo ao Rio Capivari. Outra Linha, ligeiramente curva, segue para o sul pelo leste de Curitiba, encerrando assim a área de pinheiros no estado do Paraná.

    Dos 7.500.000 hectares de primitivas florestas de araucária, no Paraná existem ainda 400.000 hectares, sendo que as maiores reservas se localizam na região de General Carneiro e Bituruna, em uma linha que vai de União da Vitória a Palmas.

    No Estado de São Paulo, os pinheiros ocorrem em certas regiões distintas entre si e em altitudes superiores a 800 m, alcançando até cerca de 1700 msm (Campos do Jordão). Ao sul, a área de ocorrência desta conífera está limitada pela divisa com o Estado do Paraná, de Itararé para leste, até cerca de Apiaí. Daqui, segue para o norte, a oeste da Serra de Paranapiacaba, em direção de Capão Bonito e Buri, numa faixa estreita que passa pela esquerda de Ribeirão Branco. Nos arredores de São Paulo, passando por Mogi das Cruzes, Paraibuna e Bocaina, ainda pelo leste do Estado, são regiões de Araucária.

    Na região da grande São Paulo, podemos mencionar Diadema, Itapecirica da Serra, passando mais ou menos pelo Km 34 da rodovia Raposo Tavares, cerca do limite deste com o município de Cotia. No Jardim Botânico de São Paulo, podem ser vistos dois pinheiros nativos. Neste Estado, na encosta da Serra de Poços de Caldas, há pinheiros nativos. De Cascata, na divisa com Minas Gerais, uma faixa com cerca de 2 km de largura, alcança a Fazenda da Fartura, a 8 km noroeste de São Roque da Fartura. Daqui, a linha volta mais ou menos pelos bordos da Serra até a estrada Andradas-Poços de Caldas. Campos do Jordão possui seus pinheirais principalmente nos vales, a uma altitude entre 1400 e 1700 m.

    No Estado de Minas Gerais, os pinheiros acham-se numa altitude que chega até 1800 m, na Serra da Mantiqueira. Em Camanducaia, no local de Rio Verde, em direção à divisa com Campos do Jordão, há um núcleo de pinheiros nativos. Há outra região, cuja linha de delimitação, passando entre Itajubá e Pedralva, segue para Pinhal, passando pela direita de Conceição das Pedras, chegando perto da rodovia Nastércia – Olímpio de Noronha (ao sul desta cidade), segue para oeste e desce para o sul, em direção de Cristina, onde foram vistos pinheiros nativos, velhos. Outra região onde ocorria pinheiros nativos, no sul de Minas Gerais, é a seguinte: uma linha que passa por Pé do Morro, perto de Passa Quatro, segue em direção de Airuoca.

    Nesta zona, já não existia mais pinheiros nativos, mas em 1970, foram encontrados nós de pinho e cerne de madeiras enterrados em lugares de onde tiravam barro para uma olaria e, também, num leito de um rio recém aberto sob traçado novo. De Airuoca, a linha segue até 7 km ao norte de Serranos (onde existiam pinheiros numa pequena bacia). A linha volta-se para Sudeste, passando perto e a leste de Carvalhos, onde existiam bonitos capões de pinheiros. A linha referida segue para leste, para alcançar Liberdade, de onde torna a direção sudoeste, passando a poucos quilômetros a leste de Bocaina, a leste de Santo Antônio e de Mirantão. Por fim, encosta na região de pinheiros do norte do Estado do Rio de Janeiro. Todas estas regiões citadas, estão intensamente exploradas. Continuando a linha de delimitação do pinheiro, no sul de Minas Gerais, ainda segue pelo norte das encostas da Serra da Mantiqueira, passando em frente a Mauá, depois, ao norte de Agulhas Negras, seguindo pelo alto da Cordilheira até atravessar a rodovia Piquete-Delfim Moreira, para voltar pelo norte até encontrar Pé do Morro, citado acima. O pinheiral existente na Fazenda dos Criminosos, perto de Olímpio de Noronha, é nativo. Outra grande mancha de pinheiros nativos, encontra-se na região de Camanducaia.

    No Estado do Rio de Janeiro esta planta existe nas matas do alto do Itatiaia, na Serra da Mantiqueira, em altitudes que vão até 1800 msm. BRADE (1956): “Só nas escarpas sulinas em altitudes entre 1880 e 2300 metros, pode-se observar exemplares solitários, ou às vezes, pequenas formações. No outro lado da Serra, na Estrada Nova, acima de Registro, aparece a referida espécie, expontaneamente, já em altitude de 1600 m mais ou menos. Uma formação considerável de Araucaria acha-se no lado sudeste das Agulhas Negras, em virtude bastante prejudicada pelo fogo que lavrou em épocas anteriores à existência do Parque Nacional do Itatiaia e já algumas vezes na existência deste”.

    Fonte: www.araucariaswebsite.hpg.ig.com.br

    MATA DAS ARAUCÁRIAS

    FLORESTA ARAUCÁRIA

    Localiza-se principalmente na região sul, ocorrendo também em elevadas altitudes na região sudeste. O pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia) é a espécie que se destaca neste tipo de floresta. O pinheiro se associa a outras espécies da Floresta Pluvial Atlântica, dando origem a variadas comunidades florestais mistas, recebendo o nome de pinheirais ou pinhais. Cientistas revelaram que os pinheirais são antes fases sucessionais do que comunidades maduras e integradas.

    Segundo eles, o pinheiro-do-paraná é uma espécie pioneira, que por ser fortemente heliófita (necessita de luz solar direta para se desenvolver), avança sobre as áreas campestres abertas e não se regenera mais quando a sombra se torna intensa. Os grupamentos de pinheiros são pouco a pouco invadidos por arvoretas e arbustos, dando início à sucessão.

    O clima característico nas regiões de ocorrência da Floresta de Araucária é o subtropical, com chuvas relativamente regulares o ano todo, e temperaturas relativamente baixas. O pinheiro pode atingir até 50m de altura, produzindo sementes comestíveis, conhecidas como pinhões, e tem seus ramos distribuídos em torno do tronco central. Por existir pouca diversidade florística, devido ao clima frio, e a alelopatia (inibição do crescimento de outras plantas próximas, fato comum em pinheiro), as araucárias se sobressaem, ficando isoladas, o que torna extremamente fácil a sua localização e extração, fato que as colocou beira de extinção, bem como aos demais organismos relacionados a ela.

    Existem algumas plantas que se beneficiam da alelopatia, como por exemplo a erva-mate, elemento importante para a economia de muitas comunidades. Podemos encontrar neste tipo de vegetação, espécies como a canela-lageana, a imbuia, o cedro, dentre outras.

    Para expandir a área plantada no sul do Brasil, colonos alemães e italianos iniciaram, na primeira metade do século, a exploração indiscriminada de madeira. Árvores gigantescas e centenárias foram derrubadas e queimadas para dar lugar ao cultivo de milho, trigo e videira, principalmente. A mata das araucárias ou pinheiros-do-paraná, de porte alto e copa em forma de prato, estendia-se do sul de Minas Gerais e São Paulo até o Rio Grande do Sul, formando cerca de 100.000 km2 de matas de pinhais.

    Na sua sombra cresciam espécies como a imbuia, o cedro, a canela, entre outras. Hoje mais da metade desse bioma foi destruído, assim como diversas espécies de roedores que se alimentavam do pinhão, aves e insetos. O que resta está confinado a áreas de conservação ou preservação. Por mais de 100 anos a mata dos pinhais alimentou a indústria madeireira do sul. O pinho, madeira bastante popular na região, foi muito usado na construção de casas e móveis.

    Fonte: www.vivaterra.org.br

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    CARACTERÍSTICAS GERAIS

    A presença da mata de Araucária, sem dúvida, é o elemento que mais se distingue na fitofisionomia do Sul do Brasil. Ela se encontra ao longo do Planalto Meridional, nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. De modo geral pode-se dizer que seu aparecimento se acha ligado ao clima, que é condicionado pelo relevo e pela altitude.

    Os planaltos constituem o seu habitat por excelência, sendo evitados os vales dos grandes rios. Essa região caracteriza-se por alto índice pluviométrico e por temperaturas moderadas. Para a Mata de Araucária, o solo não parece ser um fator primordialmente limitante, pois esta ocorre nos mais variados tipos de solos. Geralmente a quantidade de húmus no solo é muito grande. A araucária tem preferência por lençóis freáticos pouco profundos.

    O pinheiro tem extrato arbóreo homogêneo, as folhas são muito agudas e sésseis. A árvore pode ter até 25 metros de altura e o tronco até 2 metros de diâmetro. Essa mata subtropical está associada à epífitas, palmeiras e samambaias.

    DEGRADAÇÃO

    Para a economia florestal e madeireira do país esta é a região mais importante. A Araucária e a Imbuia são usadas pelas indústrias moveleiras e de papel celulose. A exploração madeireira é a responsável direta pela ameaça à Imbuia, assim como ao Pinheiro-do-Paraná, que é uma das espécies mais extraídas do sul do Brasil. A destruição dessas matas, sem deixar reservas em seu lugar, vem aumentando gradativamente a variação das precipitações na região Sul.

    Com os loteamentos, a derrubada de árvores em encostas íngremes, as queimadas para formação de pastos e a instalação de indústrias, terminam por provocar deslizamentos de terra e enchentes, dos quais o homem acaba sendo a principal vítima.

    Fonte: www2.uol.com.br

    MATA DAS ARAUCÁRIAS

    Antigamente, a Mata das Araucárias ou dos Pinheiros-do-Paraná, estendia-se do sul dos estados de Minas Gerais e São Paulo até o sul do Rio Grande do Sul, avançando pelo extremo Nordeste da Argentina. Sua extensão era 100.000 km2. Na sombra dos pinheiros, cresciam muitas outras espécies, como o cedro, a imbuia, a canela, a gameleira, a timbuia e o angico.

    Mas este ecossistema está praticamente extinto e com ele, diversas espécies de roedores, inúmeras aves e insetos que se alimentavam do pinhão, fruto dos pinheiros, também estão ameaçados de extinção pois durante 150 anos, a Mata dos Pinhais alimentou a indústria madeireira do Sul, que a empregava na construção de casas e no fabrico de móveis. Mais tarde, por volta dos anos 20 a 60, descobriu-se o mercado externo para a araucária, e a consequente escassez dos pinheiros.

    Hoje, metade das araucárias ainda restantes está confinada em “museus”, ou seja, as áreas de preservação aos cuidados dos estados e do governo federal. Restam menos de 300.000 hectares, área equivalente a uma das grandes fazendas do Norte do País, que representam a adaptação da Mata Atlântica a um clima subtropical, mais temperado.

    Fonte: www.tree4life.com

    MATA DAS ARAUCÁRIAS

    A Mata das Araucárias, ao contrário da Floresta Amazônica, constitui uma formação aberta, homogênea, que permite facilmente a extração de madeiras (chamadas duras), as Araucárias, constituem a nossa única floresta subtropical, ou temperada quente. Essa formação é a floresta mais desmatada em nosso país quando da instalação dos imigrantes europeus para construção de suas casas. Entretanto, foi a zona pioneira em reflorestamento. Além do pinheiro-do-paraná (Araucária angustifolia) que é predominante, existem outras espécies de pinheiros, além de gramíneas e samambaias.

    Sendo uma floresta subtropical mista, com ocorrência do pinheiro (Araucária angustifolia), estão associados a esta, outras espécies, como cedro, canela, imbuía, caviúna, erva-mate, etc.

    A mata das araucárias caracteriza-se por ser uma floresta:

    homogênea (com poucas espécies);
    aberta e de fácil penetração;
    aciculifoliada
    Sendo uma floresta homogênea, de fácil penetração e localizada próximo a grandes mercados consumidores, a mata dos pinhais tem sido muito explorada economicamente no país, atendendo tanto ao mercado interno (papel e madeira) como às exportações, sendo o estado do Paraná o maior produtor desta madeira de boa qualidade.

    Fonte: geografia.igeo.uerj.br

    MATA DAS ARAUCÁRIAS

    A Araucária angustifolia ocupa uma área muito grande nos três estados do sul do Brasil, alcançando também, manchas esparsas no sudeste e nordeste de São Paulo, sul de Minas Gerais, sudoeste do Rio de Janeiro e no leste da Província de Misiones (Argentina). A zona de vegetação ocupada pela Araucária situa-se entre o paralelo 29º 30′ sul, no Rio Grande do Sul (a partir de 400 m de altitude), e o paralelo 20º sul, em Minas Gerais (altitudes superiores a 1000 m). Presente no planeta desde a última glaciação – que começou há mais de um milhão e quinhentos mil anos, a Araucaria angustifolia já ocupou área equivalente a 200 mil quilômetros quadrados no Brasil, predominando nos territórios do Paraná (80.000 km²), Santa Catarina (62.000 km²) e Rio Grande do Sul (50.000 km²), com manchas esparsas em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, que juntas, não ultrapassam 4% dessa área originalmente ocupada.

    No Brasil, o limite sul da ocorrência natural desta conífera situa-se nos bordos da Serra Geral, no Rio Grande do Sul. Uma linha leste-oeste, de Torres a Santa Maria, beirando os contrafortes da serra referida, separa a Floresta Subtropical da encosta da Floresta de Araucária.

    Os campos do planalto riograndense oferecem uma paisagem muito bonita. São proporcionalmente maiores que a área de mata de Araucária. Os campos estão salpicados de capões, matas de galeria, matas nas encostas úmidas nos lados sul e leste, e também com pinheiros isolados.

    Delimitação da área natural da Araucária no Rio Grande do Sul: Pelo oeste, a linha partia de São Martinho, seguia para o noroeste, passando por Cruz Alta e Pinhal. Ao norte de Tenente Portela, o pinheiral nativo alcançava o leste e perto do Parque Estadual do turvo, sempre pela parte alta. Pelo norte do estado o pinheiral ocupava somente a parte alta do vale do Rio Uruguai. O pinheiral não descia até este vale nem a parte baixa dos afluentes daquele rio. Estes lugares são ocupados pela vegetação subtropical do Alto Uruguai. Este tipo de vegetação segue pelo Rio Uruguai até a barra do Rio Canoas com o Rio Pelotas. Até este ponto, a vegetação subtropical do Rio Uruguai alcança até quase a parte alta do vale. Depois, segue até a barra do Rio Pelotinhas com o Rio Pelotas, o qual ocupa apenas a parte baixa das margens deste últimio ponto.

    Em direção leste, os pinheiros se espalham pela parte alta nos dois lados do vale. Da barra dos dois rios citados acima, a linha delimitante dos pinheirais do Rio Grande do Sul segue pelo Rio das Contas, afluente pela esquerda do Rio Pelotas, até encontrar os bordos da Serra Geral. Dirigindo para o sul, esta linha a cerca de 10 km ao sul de São Francisco de Paula, volta-se para a direita, em direção de Canela. Os pinheirais mais densos encontravam-se na região dos Campos de Cima da Serra, no noroeste do planalto. Ocupavam as nascentes e vales superiores dos grandes rios (Rio Jacuí, Rio Caí, Rio das Antas, Rio Pelotas e Rio Taquari).

    No estado de Santa Catarina temos a ocupação do vale do Rio Uruguai pela floresta subtropical, e no planalto, em altitudes superiores a 500 metros, pela Mata de Araucárias. O Rio Pelotas e o Rio das Contas, até as fraldas da Serra Geral, neste Estado, completam a linha sul de onde começam as florestas de Araucaria. Pelo leste este tipo de vegetação ora penetra em faixas irregulares e estreitas, partinda da região de Rancho Queimado e bifurcando para o nordeste e para o noroeste, ora partindo dos arredores de Nova Cultura em direção ao sul penetra até perto do Rio do Sul. Uma pequena mancha em forma de ferradura se encontra na região de Anitápolis. Vários tipos de núcleos de Araucaria encontram-se espalhados pela região da Mata Pluvial Atlântica. No nordeste do Estado, o pinheiral vai até perto da BR 101, pela Serra do Mar, na nascente do Rio Negro. Pelo norte, praticamente é todo coberto de pinheiros.

    No estado do Paraná, a Araucária ocupa altitudes superiores a 600 metros. A sua ocorrência no oeste, vai até a fronteira com a Argentina (no Rio Santo Antônio) de Barracão para o norte até a barra do Rio Santo Antônio com o Rio Iguaçu. Deste ponto a área de pinheiros se retrai em forma de cunha para leste. Depois, a linha delimitante volta e torna a direção norte, passando mais ou menos por Cascavel. A linha continua até mais ou menos Cafelândia. Daqui, vai para o leste, também em forma de cunha e volta em direção noroeste, mais ou menos para Campo Mourão. Pelo norte, uma linha abre um pouquinho na direção de São José da Boa Vista, limitando para o sul, com algumas e profundas reintrâncias, a área de pinheiros. A leste de Sengés a linha segue até cerca de Pinhalzinhho. Depois, uma linha curva ampla leva a linha até cerca de Ilha Grande, próximo ao Rio Capivari. Outra Linha, ligeiramente curva, segue para o sul pelo leste de Curitiba, encerrando assim a área de pinheiros no estado do Paraná.

    Dos 7.500.000 hectares de primitivas florestas de araucária, no Paraná existem ainda 400.000 hectares, sendo que as maiores reservas se localizam na região de General Carneiro e Bituruna, em uma linha que vai de União da Vitória a Palmas.

    No Estado de São Paulo, os pinheiros ocorrem em certas regiões distintas entre si e em altitudes superiores a 800 m, alcançando até cerca de 1700 msm (Campos do Jordão). Ao sul, a área de ocorrência desta conífera está limitada pela divisa com o Estado do Paraná, de Itararé para leste, até cerca de Apiaí. Daqui, segue para o norte, a oeste da Serra de Paranapiacaba, em direção de Capão Bonito e Buri, numa faixa estreita que passa pela esquerda de Ribeirão Branco. Nos arredores de São Paulo, passando por Mogi das Cruzes, Paraibuna e Bocaina, ainda pelo leste do Estado, são regiões de Araucária.

    Na região da grande São Paulo, podemos mencionar Diadema, Itapecirica da Serra, passando mais ou menos pelo Km 34 da rodovia Raposo Tavares, cerca do limite deste com o município de Cotia. No Jardim Botânico de São Paulo, podem ser vistos dois pinheiros nativos. Neste Estado, na encosta da Serra de Poços de Caldas, há pinheiros nativos. De Cascata, na divisa com Minas Gerais, uma faixa com cerca de 2 km de largura, alcança a Fazenda da Fartura, a 8 km noroeste de São Roque da Fartura. Daqui, a linha volta mais ou menos pelos bordos da Serra até a estrada Andradas-Poços de Caldas. Campos do Jordão possui seus pinheirais principalmente nos vales, a uma altitude entre 1400 e 1700 m.

    No Estado de Minas Gerais, os pinheiros acham-se numa altitude que chega até 1800 m, na Serra da Mantiqueira. Em Camanducaia, no local de Rio Verde, em direção à divisa com Campos do Jordão, há um núcleo de pinheiros nativos. Há outra região, cuja linha de delimitação, passando entre Itajubá e Pedralva, segue para Pinhal, passando pela direita de Conceição das Pedras, chegando perto da rodovia Nastércia – Olímpio de Noronha (ao sul desta cidade), segue para oeste e desce para o sul, em direção de Cristina, onde foram vistos pinheiros nativos, velhos. Outra região onde ocorria pinheiros nativos, no sul de Minas Gerais, é a seguinte: uma linha que passa por Pé do Morro, perto de Passa Quatro, segue em direção de Airuoca.

    Nesta zona, já não existia mais pinheiros nativos, mas em 1970, foram encontrados nós de pinho e cerne de madeiras enterrados em lugares de onde tiravam barro para uma olaria e, também, num leito de um rio recém aberto sob traçado novo. De Airuoca, a linha segue até 7 km ao norte de Serranos (onde existiam pinheiros numa pequena bacia). A linha volta-se para Sudeste, passando perto e a leste de Carvalhos, onde existiam bonitos capões de pinheiros. A linha referida segue para leste, para alcançar Liberdade, de onde torna a direção sudoeste, passando a poucos quilômetros a leste de Bocaina, a leste de Santo Antônio e de Mirantão. Por fim, encosta na região de pinheiros do norte do Estado do Rio de Janeiro. Todas estas regiões citadas, estão intensamente exploradas. Continuando a linha de delimitação do pinheiro, no sul de Minas Gerais, ainda segue pelo norte das encostas da Serra da Mantiqueira, passando em frente a Mauá, depois, ao norte de Agulhas Negras, seguindo pelo alto da Cordilheira até atravessar a rodovia Piquete-Delfim Moreira, para voltar pelo norte até encontrar Pé do Morro, citado acima. O pinheiral existente na Fazenda dos Criminosos, perto de Olímpio de Noronha, é nativo. Outra grande mancha de pinheiros nativos, encontra-se na região de Camanducaia.

    No Estado do Rio de Janeiro esta planta existe nas matas do alto do Itatiaia, na Serra da Mantiqueira, em altitudes que vão até 1800 msm. BRADE (1956): “Só nas escarpas sulinas em altitudes entre 1880 e 2300 metros, pode-se observar exemplares solitários, ou às vezes, pequenas formações. No outro lado da Serra, na Estrada Nova, acima de Registro, aparece a referida espécie, expontaneamente, já em altitude de 1600 m mais ou menos. Uma formação considerável de Araucaria acha-se no lado sudeste das Agulhas Negras, em virtude bastante prejudicada pelo fogo que lavrou em épocas anteriores à existência do Parque Nacional do Itatiaia e já algumas vezes na existência deste”.

    Fonte: www.araucariaswebsite.hpg.ig.com.br

    MATA DAS ARAUCÁRIAS

    FLORESTA ARAUCÁRIA

    Localiza-se principalmente na região sul, ocorrendo também em elevadas altitudes na região sudeste. O pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia) é a espécie que se destaca neste tipo de floresta. O pinheiro se associa a outras espécies da Floresta Pluvial Atlântica, dando origem a variadas comunidades florestais mistas, recebendo o nome de pinheirais ou pinhais. Cientistas revelaram que os pinheirais são antes fases sucessionais do que comunidades maduras e integradas.

    Segundo eles, o pinheiro-do-paraná é uma espécie pioneira, que por ser fortemente heliófita (necessita de luz solar direta para se desenvolver), avança sobre as áreas campestres abertas e não se regenera mais quando a sombra se torna intensa. Os grupamentos de pinheiros são pouco a pouco invadidos por arvoretas e arbustos, dando início à sucessão.

    O clima característico nas regiões de ocorrência da Floresta de Araucária é o subtropical, com chuvas relativamente regulares o ano todo, e temperaturas relativamente baixas. O pinheiro pode atingir até 50m de altura, produzindo sementes comestíveis, conhecidas como pinhões, e tem seus ramos distribuídos em torno do tronco central. Por existir pouca diversidade florística, devido ao clima frio, e a alelopatia (inibição do crescimento de outras plantas próximas, fato comum em pinheiro), as araucárias se sobressaem, ficando isoladas, o que torna extremamente fácil a sua localização e extração, fato que as colocou beira de extinção, bem como aos demais organismos relacionados a ela.

    Existem algumas plantas que se beneficiam da alelopatia, como por exemplo a erva-mate, elemento importante para a economia de muitas comunidades. Podemos encontrar neste tipo de vegetação, espécies como a canela-lageana, a imbuia, o cedro, dentre outras.

    Para expandir a área plantada no sul do Brasil, colonos alemães e italianos iniciaram, na primeira metade do século, a exploração indiscriminada de madeira. Árvores gigantescas e centenárias foram derrubadas e queimadas para dar lugar ao cultivo de milho, trigo e videira, principalmente. A mata das araucárias ou pinheiros-do-paraná, de porte alto e copa em forma de prato, estendia-se do sul de Minas Gerais e São Paulo até o Rio Grande do Sul, formando cerca de 100.000 km2 de matas de pinhais.

    Na sua sombra cresciam espécies como a imbuia, o cedro, a canela, entre outras. Hoje mais da metade desse bioma foi destruído, assim como diversas espécies de roedores que se alimentavam do pinhão, aves e insetos. O que resta está confinado a áreas de conservação ou preservação. Por mais de 100 anos a mata dos pinhais alimentou a indústria madeireira do sul. O pinho, madeira bastante popular na região, foi muito usado na construção de casas e móveis.

    Fonte: www.vivaterra.org.br

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    Características anatômicas da Araucária angustifolia = Pinheiro do Paraná:

    O Pinheiro do Paraná tem como principal característica a disposição da ramificação dos galhos, formando andares.
    À medida em que a árvore entra na idade madura, passa a apresentar o aspecto típico de uma taça.

    Pode também ser chamada de Araucária, Pinho, Pinho-do-paraná, Pinheiro-brasileiro, Pinheiro das missões, Curl, Curi ou Curiúva (nomes indígenas).

    É uma espécie perenifólia, cuja árvore, comumente com 10 a 35 m de altura e 50 a 120 cm de diâmetro, pode chegar a 50 m de altura e 250 cm de diâmetro na idade adulta.
    A espécie apresenta adaptabilidade fisiológica às condições de luminosidade do ambiente. Quando adulta, é heliófila e tolerante a temperaturas baixas.

    A maior área de ocorrência da araucária é o Estado do Paraná, sendo considerada a árvore-símbolo daquele Estado, daí a denominação Pinheiro-do-paraná.
    Atualmente, encontra-se no status de espécie ameaçada de extinção, haja vista que sua área foi reduzida de 7,5 milhões de hectares (43% do Estado do Paraná) para cerca de 150 mil hectares (0,75% do Estado), devido ao intenso corte de madeira.

  6. araucarias tem semente flor e fruto?

  7. quais são as principais caracteristicas anatomicas da araucaria

    • O pinheiro das araucarias tem extrato arbóreo homogêneo, as folhas são muito agudas e sésseis. A árvore pode ter até 25 metros de altura e o tronco até 2 metros de diâmetro. Essa mata subtropical está associada à epífitas, palmeiras e samambaias.

  8. quais são as principais características anatômicas da araucaria.


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